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domingo, 5 de setembro de 2010

Ucrânia: ex-república soviética

A Ucrânia era uma das 15 repúblicas que integravam a antiga União Soviética (1922-1991), tornando-se independente após a sua dissolução.

Área: 603.700 Km2
Localização geográfica: Centro – Leste de Europa

Limites:
Ao norte a Ucrânia faz fronteira com a Bielorússia; a nordeste e leste com a Federação Russa; a sudoeste com Roménia, Moldávia e Hungria; a oeste com a Eslováquia e a Polónia. Ao sul a Ucrânia é banhada pelo Mar Negro e pelo Mar de Azov. A extensão de suas fronteiras é de 6.500 km, incluindo 1.050 km de fronteiras marítimas.

População: 47,4 milhões (estimativa de 2004)
Capital: Kyiv (2,6 milhões)

Cidades principais:
- Kharkiv (1,6 milhões)
- Dnipropetrovsk (1,2 milhões)
- Odesa (1,2 milhões)
- Donetsk (1,1 milhões)
- Lviv (0,8 milhões)

Língua oficial:Ucraniana
Moeda:Hryvnya (URN)
PIB:US$ 59 bilhões (2004)
Religião: Cristianismo (ortodoxos – maioria, católicos), Judaísmo e Islâmico (minoria)

História
Primeiro Reino Eslavo. A região era habitada desde o neolítico por povos eslavos. Entre eles destacam-se os ucranianos (rutenos), um povo com civilização e língua própria. No século VI d.C. assistiu-se à formação de alianças entre os grandes senhores da região. No fim do século IX, durante o reinado do príncipe Oleg (879-912), os principados de Kiev e Novgorod uniram-se, formando-se um poderoso reino eslavo, com sede em Kiev, o mais antigo de toda a Rússia. O cristianismo foi introduzido por Vladimir Baroslof (980-1015), príncipe de Keiv, tendo-o declarado religião oficial em 988. Este reino atingiu um enorme esplendor entre os séculos X e XII, Ainda hoje existem diversas igrejas e mosteiros datadas deste período.

Desagregação. Os Mongóis conquistam-no no século XIII, sendo depois dominada pelos lituanos entre o século XIV e 1569, quando passou para o domínio dos polacos, mas também dos russos. Em 1654, o "hetman" da Ucrânia, Bogdan Khmelnitski, fez um acordo (Rada) com o czar russo, que levou à adesão de parte significativa do território actual da Ucrânia à Rússia. No reinado de Catarina II, na segunda metade do século XVIII, Moscovo conquistou o Sul da Ucrânia ao Império Otomano. Entre os militares ao serviço da Rússia que conquistaram praças como Ismail e Otchakov, estavam oficiais portugueses, nomeadamente Gomes Freire de Andrade. Enquanto as partes central e oriental da Ucrânia iam sendo integradas no Império Russo, recebendo o nome de Pequena Rússia, a parte ocidental era dividida entre países vizinhos a Ocidente como a Hungria, a Polónia e a Áustria.

Nacionalismo. No século XIX, na cidade de Lviv (Lemberg) desenvolve-se uma forte movimento cultural em torno da causa da independência da Ucrânia.

Curta independência. No final da 1º. Guerra Mundial, em 1917, deflagra a guerra entre ucranianos e nacionalistas. Logo após a queda do império russo e do austríaco, a Ucrânia torna-se num Estado independente, uma república popular, dirigida pelo nacionalista Vladimir Gruchevski, tendo durado apenas alguns meses.
Em 1919 foi invadido a leste pela Rússia, e em 1920 a oeste pela Polónia, que controla uma parte do seu território até 1939.

Domínio Soviético. A partir de 1922 a Ucrânia torna-se numa das 15 Repúblicas da antiga União Soviética (1917-1991). Entre 1932 e 1933 a maioria dos camponeses são expropriados devido à colectivização forçada das suas terras decretada por Estaline, sendo mortos cerca de 7 milhões de ucranianos. Em 1939, os territórios anexados pela Polónia voltam de novo a ser integrados na Ucrânia. Durante a II Guerra Mundial, os alemães ocupam a Ucrânia entre 19 de Setembro de 1941 e 6 de Novembro de 1943, morrendo cerca de 7,5 milhões de ucranianos (25% da população). Em 1956, o então dirigente comunista soviético Nikita Khrutchov, decidiu tirar a Península da Criméia à Rússia e oferecê-la ao seu país de origem, estabelecendo desta forma as suas fronteiras actuais. As regiões orientais e centrais do país, transformaram-se em grandes centros mineiros e industriais (dois terços da indústria ucraniana estão aí concentrados ainda hoje), enquanto a parte ocidental permaneceu mais rural e pouco desenvolvida. A primeira está muito marcada pela influência russa, a segunda pela influência ocidental. Ao longo das décadas seguintes aumentou os sinais de descontentamento da população face ao domínio da União Soviética.
Ainda parte da União Soviética, em Abril de 1986 a Ucrânia foi vítima de uma das maiores catástrofes da história: a explosão da usina nuclear de Chernobyl, que espalhou uma nuvem de poluição e radiação para grande parte do território oriental europeu, além de ainda afectar até hoje a região.

Independência e Democracia. Depois da tentativa de golpe de 19 de Agosto de 1991 contra o presidente da URSS, Mijail Gorbachov, a Ucrânia proclamou a sua independência, decisão que foi rectificada por referendo a 1 de Dezembro de 1991, por 93% dos ucranianos. Ainda em Dezembro de 1991 adere à Comunidade de Estados Independentes (CEI). Leonid Kravchuk foi o primeiro presidente do novo país, sucedendo-lhe em 1994 Leonid Kuchma. A 9 de Novembro de 1995 adere ao Conselho da Europa. Após a independência e desintegração da URSS, as indústrias mineira, pesada e militar ucranianas entraram em crise. O desemprego atingiu níveis muito elevados. Nas regiões ocidentais, a crise foi mais profunda e longa, obrigando milhões de ucranianos a emigrar para a Europa e Estados Unidos. No meio de grandes conflitos sociais, a 28 de Junho de 1996, o parlamento aprovou a nova Constituição, instituindo um poder presidencial muito forte. O poder executivo é exercido pelo presidente, o primeiro-ministro e os respectivos ministros. O poder legislativo pertence à Rada (Parlamento) com 450 deputados, eleitos por quatro anos (metade por listas de partidos e metade por circunscrições maioritárias).

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