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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lituânia: ex- república sovética

País do nordeste da Europa. A Lituânia, um dos chamados Estados Bálticos, faz fronteira com a Letônia, a norte, a Bielorrússia, a leste e a sudeste, a Polônia, a sul, e o enclave de Kaliningrado (Rússia), a sudoeste, e é banhada, a oeste, pelo mar Báltico. Possui uma área de 65 200 km2. As cidades mais importantes são Vilnius, a capital, com 544 000 habitantes (2004), Kaunas (380 100 hab.), Klaipeda (193 500 hab.), Siauliai (134 300 hab.), Panevezys (120 100 hab.) e Alytus (71 700 hab.).

Clima

O clima é de transição entre o clima temperado marítimo e o clima temperado continental. A precipitação ocorre durante todo o ano mas os valores máximos registam-se no verão.


Economia

Embora, a partir da década de 1940, a Lituânia se tenha industrializado rapidamente, a economia continua a ser tradicionalmente agrícola. As culturas dominantes são a batata, o trigo, a cevada, a beterraba, o centeio e a couve e destinam-se, sobretudo, ao mercado russo. O país depende das importações de matérias-primas e de combustíveis. As principais produções industriais são os produtos alimentares, os têxteis e as confecções, os produtos químicos e os lanifícios. Grande parte das exportações é constituída por maquinaria e produtos alimentares. Os principais parceiros comerciais da Lituânia são a Rússia, a Alemanha, a Bielorrússia e a Polónia.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 3,8.


População

A população é de 3 610 535 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 55,16 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 10%o e 12%o. A esperança média de vida é de 74,2 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,824 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,823 (2001). Estima-se que, em 2025, a população diminua para 3 519 000 habitantes. As principais etnias são a lituana (81%), a russa (8%) e a polaca (7%). A religião com maior expressão é o catolicismo (79%). A língua oficial é o lituano.


História

Em 1386, o grão-duque lituano tornou-se rei da Polônia e, por isso, os dois países formaram o Império Polaco-Lituano Católico Romano, durante cerca de 400 anos. Com as invasões alemãs, suecas e russas, o império entrou em declínio e, em 1795, com a Terceira Partição da Polônia, a Lituânia passou para o domínio russo. No século XIX, a resistência levou a revoltas camponesas, a uma emigração maciça para a América do Norte e ao despontar de um movimento nacionalista que se manteve ativo até à década de 1950. Em 1918, enquanto o território se encontrava ocupado pelos alemães, a população proclamou a independência. Depois de várias lutas entre os russos bolcheviques, os polacos e os lituanos, em 1920, a União Soviética assinou um tratado de paz com a Lituânia e tornou-a independente. Nesse ano, subiu ao poder um governo democrático de coligação mas, em 1926, um golpe militar pôs fim à democracia parlamentar. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou a Lituânia, que passou a integrar a União Soviética. A Alemanha nazista ocupou o território entre 1941 até o Exército Vermelho libertar o território, em 1944. Nos anos seguintes, a economia nacional foi coletivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o nacionalismo lituano ressurgiu. Em 1990, o país declarou a independência e, um ano mais tarde, alcançou a independência total. Atualmente, as escolhas econômicas da Lituânia revelam uma certa contradição, pois as privatizações excluem setores estratégicos, como os transportes, a energia, as comunicações e os portos.
A Lituânia aderiu formalmente à União Europeia no dia 1 de Maio de 2004 numa cerimônia realizada em Dublin.


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