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terça-feira, 31 de agosto de 2010

VÍDEO - Revolução Russa

Rússia - Uma visão desde o Principado

Kremlim - Sede do governo da Rússia
Maior país do mundo. Herdeira política da extinta União Soviética, a Rússia é habitada por uma grande diversidade de povos e conta com cerca de 80 etnias diferentes.

Estende-se por parte da Europa e da Ásia e caracteriza-se por invernos longos e rigorosos, sobre os quais se apóiam tanto seu folclore quanto sua fama.

Berço do Comunismo, é uma terra de superlativos: tem o mais extenso rio europeu (o Volga), o maior lago do continente (Ladoga), o maior volume de água interior do mundo (o Mar Cáspio) e o lago de água doce mais profundo do mundo (o Baical).

A passagem do regime comunista para o capitalista foi desastrosa. Desde 1991, a economia russa amarga uma prolongada recessão e queda nos níveis de produção, emprego, consumo e atividade econômica. Esse quadro sócio-econômico vem sendo agravado pelo avanço do crime organizado, que tomou conta de vários setores da sociedade.

HISTÓRIA

A história do país pode ser entendida como uma luta entre duas forças – os asiáticos e os europeus, em busca da supremacia. Desde os tempos antigos, povos e influências do Oriente e do Ocidente modificaram a vida do país.

Primeiros Tempos. Desde cerca de 1000 a.C., os cimérios viviam ao norte do Mar Negro. Após o domínio dos citas (700 a.C. a 200 a.C.), a região caiu sob o poder dos sármatas. Em seguida, reinaram os godos, de 200 d.C até cerca de 370 d.C., e os hunos, até 453 d.C. Finalmente, chegaram à região os ávaros, os cazares, os eslavos e os varegos.

O primeiro Estado russo foi fundado no séc. IX, em Kiev. No séc. X, os príncipes russos passaram a chamar o soberano de Kiev de grande príncipe. Por volta de 988, o grande príncipe Vladimir I, batizado no ramo Ortodoxo Oriental da Igreja Cristã, transformou o cristianismo em religião oficial.

O poder de Kiev começou a diminuir na segunda metade do séc. XI. No séc. XIII, a Rússia foi conquistada pelos mongóis, que destruíram várias cidades. No séc. XIV, no reinado de Iúri, de Moscou, esta cidade tornou-se mais forte e rica. Em 1480, Ivan III, o Grande, conseguiu romper com o domínio mongol.

Em 1547, Ivan IV, o Terrível, adotou o título de czar e estabeleceu pleno poder sobre toda a Rússia. Deu início a um reinado de terror com a prisão e execução de oponentes. Foi também um grande conquistador de terras. Nessa época, a servidão tornou-se a base econômica do poderio russo.

Os Romanov. Após 1598, a Rússia viveu um período de guerra civil, invasão e dificuldades políticas que perdurou até 1613. Depois disso, subiu ao trono Miguel Romanov. Os Romanov governaram a Rússia até 1917. Entre eles citam-se Pedro, o Grande; Catarina II, a Grande; Alexandre I; Nicolau I; Alexandre II e Alexandre III.

Nicolau II tornou-se czar em 1894. Enfrentou o descontentamento entre a crescente classe média e os operários nas cidades, que se organizaram politicamente. Em 1898, os marxistas, defensores da revolução entre o operariado, criaram o Partido Trabalhista Democrata Social Russo, que se dividiu depois em bolcheviques e mencheviques.

Revolução Russa. A insatisfação do povo russo piorou após uma depressão econômica iniciada em 1899 e agravou-se ainda mais depois da derrota na guerra com o Japão, em 1905. Nesse ano, os trabalhadores promoveram greves gerais, e o movimento revolucionário ganhou força.

A inquietação popular aumentou com a participação da Rússia na Primeira Guerra. O povo sofria com a escassez de alimentos, combustível e moradia, pois, durante a guerra, as ferrovias transportavam suprimentos militares e não podiam servir às cidades.

Em março de 1917, a população revoltou-se. A Duma (Parlamento) formou um governo provisório, e Nicolau renunciou ao trono. Um Soviete (Conselho) menchevique foi formado em Petrogrado, e Aleksandr Kerenski tornou-se primeiro-ministro. Este, no entanto, foi acusado pelos insucessos na guerra e perdeu o apoio popular. Lenin, o líder bolchevique, convenceu seus parceiros a tomar o poder. Leon Trotski o ajudou a planejar a ação. Depois de controlar Moscou, os bolcheviques formaram um novo governo, presidido por Lenin. Em seguida, a Rússia retirou-se da Primeira Guerra.

Nova Política Econômica. De 1918 a 1920, o país viu-se dilacerado pela guerra entre comunistas (os vermelhos), e anticomunistas (os brancos), que acabaram derrotados. Depois da guerra civil, a economia russa estava arruinada. Houve novas rebeliões de camponeses, greves de trabalhadores e uma revolta de marinheiros.

Em 1921, Lenin estabeleceu a Nova Política Econômica (NPE) a fim de fortalecer o país. O governo manteve o controle de vários setores da economia, distribuiu terras para os camponeses e colocou operários para administrar as indústrias. A economia, então, se recuperou.

URSS. Em 1922, foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), com quatro repúblicas: Rússia, Bielo-Rússia, Transcaucásia e Ucrânia. Mais tarde, Tadjiquistão, Turcomenistão, Usbequistão, Casaquistão, Quirguistão, Estônia, Letônia, Lituânia e Moldávia tornaram-se repúblicas. A Transcaucásia foi dividida em Azerbaijão, Armênia e Geórgia.

Depois da morte de Lenin, em 1924, Iosif Stalin passou a controlar o Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e o governo. Em 1928, propôs o primeiro plano qüinqüenal, que tinha dois objetivos principais: a coletivização das propriedades rurais e o aumento da produção da indústria pesada. Em 1929, Stalin tornou-se ditador.

No plano externo, o receio de ataques de potências não-comunistas tornou-se a principal preocupação e levou a URSS a firmar muitos acordos militares e políticos com democracias do Ocidente.

O país foi invadido pelo Exército alemão em 1941, durante a Segunda Guerra. Mas os alemães não estavam preparados para o rigoroso inverno soviético. A Batalha de Stalingrado foi um momento decisivo da guerra, e, em 1944, os alemães foram expulsos.

Depois, o Exército Vermelho avançou pela Europa Oriental, libertou muitos países do domínio alemão e penetrou no leste da Alemanha, que se rendeu aos Aliados em 1945. Com o fim da guerra, a URSS despontou como potência, embora estivesse arrasada. Milhões de soviéticos morreram, regiões ficaram destruídas e grande parte da economia ficou arruinada.

Guerra Fria. Depois da guerra, os Aliados dividiram Berlim e o restante da Alemanha em zonas de ocupação. A URSS estabeleceu um Estado comunista em sua zona.

Foram instalados governos comunistas nos países da Europa Oriental que haviam sido ajudados durante a guerra. Em 1948, a URSS não permitiu que seus países satélites recebessem ajuda dos EUA por meio do Plano Marshall. A disputa entre leste e oeste, que recebeu o nome de Guerra Fria, espalhou-se pelo mundo.

A URSS criou o Conselho de Ajuda Mútua Econômica (Comecon) em 1949, a fim de controlar a economia dos países-satélites, e o Pacto de Varsóvia (1955), para estabelecer a unidade militar entre as nações comunistas.

A industrialização prosseguiu com novos planos qüinqüenais. O governo também iniciou uma onda de prisões e execuções políticas. Com a morte de Stalin em 1953, Nikita Kruschev tornou-se chefe do PCUS e, em 1958, primeiro-ministro.

Seu governo permitiu o debate político um pouco mais livre. Em 1956, anunciou uma política de coexistência pacífica – sem guerra, mas com competição nos campos da ciência e do desenvolvimento econômico. A China criticou a política soviética, e uma séria divisão ocorreu entre as duas potências comunistas.

Nesse período, ocorreram algumas crises com os EUA. Elas foram causadas, por exemplo, pela descoberta de planos de espionagem e pela construção do Muro de Berlim (1961). Em 1962, o mundo esteve perto de uma guerra nuclear quando os EUA descobriram que a URSS tinha bases de mísseis em Cuba. A tensão dissipou-se somente depois que a URSS retirou os mísseis.

Algumas políticas de Kruschev não tiveram êxito, como os programas agrícola e industrial. Ele foi muito criticado pelo rompimento com a China e pela retirada dos mísseis de Cuba. Em outubro de 1964, renunciou, sendo substituído por Leonid Brejnev, como chefe do PCUS, e por Aleksis Kossíguin, como primeiro-ministro. Em 1965, Brejnev e Kossíguin reorganizaram a economia.

O país manteve firme controle sobre a maioria dos países do bloco comunista anos de 1960 e 1970. Nesse mesmo período, ocorreram novos atritos com os EUA, com destaque para a Guerra do Vietnã e as guerras no Oriente Médio. Apesar disso, em 1969, as duas nações iniciaram entendimentos sobre o controle de armamentos nucleares.

A influência soviética ampliou-se no Terceiro Mundo, principalmente na África. No plano interno, houve um endurecimento da política com a retomada das perseguições, da repressão e da violência.

A posse de Ronald Reagan como presidente dos EUA, em 1980, reativou a corrida armamentista e a Guerra Fria. Os soviéticos, então, desviaram recursos do setor civil da economia para os projetos militares. O resultado foi uma insatisfação popular ainda maior.

Governo Gorbachev. Em 1985, Mikhail Gorbachev assumiu o poder, lançando uma proposta de mudança radical, baseada em duas palavras: a glasnost (transparência) e a perestroika (reestruturação). A primeira se efetuou no plano político; a segunda, no campo econômico.

Gorbachev promoveu uma abertura política de sucesso. No entanto, as medidas para acabar com a estagnação e a ineficiência na economia, adotando-se algumas práticas do capitalismo, tiveram alcance limitado.

Em 1987, o ex-ministro Boris Yeltsin iniciou uma intensa campanha contra Gorbachev. Vários políticos aliaram-se a ele. Em 1989, foram realizadas as primeiras eleições parlamentares com a participação de candidatos não-comunistas. Os reformistas saíram vencedores, e Yeltsin foi eleito presidente do Soviete Supremo.

Por toda a URSS, vários povos que estavam sob domínio soviético começaram organizar movimentos separatistas, a favor da independência política de seus territórios.

Dissolução da URSS. Em junho de 1990, Yeltsin conseguiu aprovar no Soviete uma declaração que colocou sua autoridade acima da de Gorbachev.

No final de 1991, os governos nacionais das ex-repúblicas já não reconheciam a autoridade do governo central soviético. Yeltsin obrigou Gorbachev a renunciar e a assinar o decreto de dissolução da URSS, que se dividiu em várias repúblicas, a principal delas a Federação Russa. Diante do novo quadro, foi necessário criar uma estrutura que permitisse a transição para uma independência total. Yeltsin convocou as antigas repúblicas a formar a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

Ele iniciou em 1992 um ousado plano de reformas econômicas. Houve um acelerado processo de privatização e abertura para o capital estrangeiro. Empresas foram fechadas e o desemprego começou a crescer, resultando em uma grave crise econômica.

No final de 1992, o Parlamento russo recusou-se a aprovar as medidas de Yeltsin e votou a favor de sua destituição. O presidente convocou o Exército, que bombardeou o prédio do Legislativo, matando centenas de pessoas. Em seguida, o Parlamento foi dissolvido. Em 1993, uma nova Constituição foi elaborada.

No ano seguinte, a Rússia participou de um encontro do então Grupo dos Sete (G-7) e foi aceita como observadora.

Invasão da Chechênia. A crise econômica agravou-se, e o Parlamento fez uma acirrada oposição a Yeltsin, vetando a maioria de seus projetos. Em 1994, o Exército russo iniciou uma intervenção na Chechênia, pequena república do Cáucaso que havia declarado sua independência. Em 1995, Yeltsin ordenou um ataque aéreo à capital, Groznyi, que resultou em milhares de civis mortos. A resistência dos chechenos continuou intensa, e, em 1996, os russos conseguiram assumir o controle da república.

Crise Econômica. Yeltsin foi reeleito em 1996. Na política externa, ele reaproximou a Rússia da China e fechou um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que levou o país a ser aceito como membro efetivo do G-7 (atual G-8) em 1997. No plano interno, os problemas agravaram-se. Os movimentos separatistas continuaram a desafiar Moscou, e algumas repúblicas declararam unilateralmente sua autonomia.

No início de 1998, a crise econômica tornou-se mais grave. Em março, o país pediu ajuda ao FMI, que propôs um austero programa de controle dos gastos públicos, aumento da arrecadação de impostos e corte nos gastos sociais. Os investidores estrangeiros ficaram receosos e começaram a retirar capital do país.

Em agosto, Yeltsin declarou moratória das dívidas externa e interna, o que abalou todo o mercado financeiro internacional, fazendo com que as bolsas de valores despencassem no mundo inteiro. Yeltsin ficou cada vez mais isolado politicamente.

A Rússia passou a viver uma desordem econômica e institucional, tendo de um lado uma minoria de novos ricos, e, de outro, a maioria da população, sofrendo com salários baixos, desemprego e decadência dos serviços públicos. Em 1999, Yeltsin nomeou para o cargo de primeiro-ministro Vladimir Putin.

No mesmo ano, ocorreu a segunda intervenção militar na Chechênia depois que extremistas islâmicos chechenos invadiram aldeias do Daguestão com o propósito de fundar uma república islâmica.

Governo de Putin. No último dia de 1999, Boris Yeltsin renunciou à Presidência em favor de Putin. Em 2000, este venceu as eleições presidenciais. Mikhail Kasyanov foi nomeado primeiro-ministro.

A Rússia ainda vive um período de recessão, com expressivo aumento da corrupção e da criminalidade. Entretanto, começou a dar sinais de recuperação. A redução das importações estimulou a criação de empresas domésticas. O retorno do investimento estrangeiro, o superávit registrado pela balança comercial e o crescimento da economia são outros bons indicadores de que o país voltou a crescer.

Em outubro de 2002, um grupo de chechenos invadiu um teatro em Moscou, fazendo cerca de 700 reféns. Os seqüestradores exigiam o fim da guerra na Chechênia e a retirada das tropas russas da região. Durante o resgate, 90 civis morreram, além dos seqüestradores, e vários foram internados em estado grave.


Hoje Vladimir Putin é Primeiro Ministro.


Fonte: Click Educação

RÚSSIA em resumo


Putin e Dimitri

Nome oficial: Federação Russa (Rossíyskaya Federátsiya).
Capital: Moscou.
Localização: parte no leste da Europa e parte no norte da Ásia.
Nacionalidade: russa.
Área: 17.075.200 km2.
População: 144,9 milhões (2001).
Densidade: 8,48 hab./km2.
Língua oficial: russo.
Composição étnica: russos, tártaros, ucranianos e outras 80 etnias.
Religião: maioria cristã .
Governo
Sistema de governo: república parlamentarista.
Presidente: Dimitri Medvedev(desde 2008).
Primeiro-ministro: Vladimir Putin (desde 2008)
Legislativo: bicameral. Conselho
da Federação, 178 membros indicados regionalmente, e Duma, 450 membros eleitos por voto direto para mandato de quatro anos.
Principais partidos: Partido Comunista da Federação Russa (KPRF), Partido Mãe-Pátria/Nossa Casa
É a Rússia (OVR) e União das Forças de Direita (SPS).
Economia
PIB: 1,2 trilhão de dólares (2001).
Mineração: petróleo, gás natural, carvão, minério de ferro, cromo, níquel, cobre, chumbo, zinco, bauxita, prata, cobalto e ouro.
Indústria: metais, alimentos, derivados do petróleo, equipamentos
eletroeletrônicos,
automóveis, madeira, papel
e têxteis.
Exportação: petróleo
e derivados, gás natural, carvão, metais, maquinaria
e produtos químicos.
Moeda: rublo.


Fonte: Click Educação

domingo, 22 de agosto de 2010

O verdadeiro interesse da China no Tibet

Rio Brahmaputra
Longe do respeito pela espiritualidade tibetana, a não ser daquilo que lhes interessa para manter seu domínio, o que de fato move os chineses são as riquezas do país: Ouro, petróleo, urânio, madeira e água.
Um ligeiro inventário das riquezas do subsolo mostra que os maiores depósitos mundiais de urânio estão por lá. Metade do lítio do mundo também. O maior depósito de cobre da Ásia, jazidas de ferro eum número inestimável de minas de ouro se concentram na região,assim como césio, titânio, tungstênio, zinco, lítio e mercúrio.
Na região de A Li, a mais alta do mundo, encontram-se jazidas de ouro.As margens do rio Yarlung Zang Po (Brahmaputra), há grandes reservasde minérios. Em Yang-Bajain, distrito de Damxung, encontram-se fontes geotérmicas, uma energia limpa, segura e de baixo custo.
No lado norte do planalto Qinghai-Tibete está a depressão de Chaidamu,a bacia do tesouro tibetana. É onde os chineses mais esfregam as mãos diante da perspectiva de bons negócios. Pontuado por um sem-número de lagos salinos e charcos, esse pântano de sal,como é chamado na língua mongol, tem jazidas de chumbo, zinco,petróleo e carvão.
Segundo as estimativas, as reservas de minério de sal em Chaidamuchegam a 60 bilhões de toneladas.
O teor elevado de Boro, lítio, magnésio e potássio, presente nos recursos salineiros da bacia do tesouro fazem da região a menina-dos-olhos da China. Só o tanque salino de Chaerhan, aos arredores, contém cerca de 300 milhões de toneladas de potássio 70% do total do país.
Perto da reserva funciona a pleno vapor a maior fábrica de potássio do Tibete, com capacidade de produção anual de 200 mil toneladas, enquanto as reservas de chumbo e zinco existentes na depressão de Chaidamu permitem que as instalações montadas pelos chineses extraiam de lá 1 milhão de toneladas por ano.
No oeste de Chaidamu está o petróleo. As jazidas encontradas nas proximidades do lago Lenghu já estão sendo exploradas e cresce a cada dia a importância estratégica da produção da refinaria de Golmud.
Além das suas riquezas minerais, o Tibete tem outro grande recurso natural de valor inestimável: a água, o que lhe dá grande relevância na geopolítica mundial, já que praticamente toda a Ásia Central (inclusive a China) dependem dos rios que nascem no Tibete.
Por quê a ONU, os grandes países da Europa e os EUA não intervém na causa tibetana? Medo da China? É o que parece...

Fonte: Blog Nice Pinheiro

1966 - 1976 - Revolução Cultural na China

Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de reduzir a pó os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza.
Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores!

À palavra intelectual acrescentava-se sempre o qualificativo fedorento. Os professores deviam desfilar por ruas e praças em posições grotescas, latindo como cães, usando orelhas de burro, se auto-denunciando como inimigos de classe. Alguns, sobretudo diretores de colégio, foram mortos e comidos. Templos, bibliotecas, museus, pinturas, porcelanas viraram cacos ou cinzas.

Os mortos são calculados entre 400 mil a 1 milhão, e os encarceramentos em torno de 4 milhões: uma alucinante ninharia, se comparada aos massacres da Reforma Agrária e do “salto para a frente”! Apesar disso, a Revolução Cultural serve até hoje como fonte de inspiração para revoluções do gênero.

(Fonte: “Livro Negro do Comunismo revela o maior crime da História”, Catolicismo, fevereiro de 2000).

Vídeo - Meu Chinês

Alguns acham estereótipo... Pode ser... Mas caracteriza um pouquinho do que se sabe da China de forma bem humorada...

Melhor animação Anima Mundi 2009.

Autor: Cédric Villain (França)

sábado, 21 de agosto de 2010

Vídeos - Enchentes - Monções na China e Paquistão



China prende 6 e põe 41 em prisão preventiva por leite contaminado

Seis pessoas foram presas na China e 41 postas em prisão preventiva por suspeita de terem distribuído leite em pó contaminado com melamina, a mesma substância que provocou a morte de seis bebês em 2008 e que criou um enorme escândalo no país, noticiou a imprensa estatal este sábado.
Três das seis pessoas presas são funcionários de uma fábrica da província de Qinghai, no noroeste da China, de onde proviria o leite contaminado e apreendido no começo de julho na província vizinha de Gansu, noticiou a agência Nova China.
Os outros três são suspeitos de ter escondido produtos lácteos contaminados que deveriam ter sido destruídos após o escândalo de 2008 e que foram vendidos à fábrica de Qinghai, acrescentou a Nova China, citando autoridades de segurança alimentar.
A polícia chinesa continuava investigando, este sábado, o eventual envolvimento no caso de 41 pessoas postas em prisão preventiva, acrescentou a agência de notícias oficial.
A melamina é uma substância química tóxica utilizada na indústria como cola, resina ou adubo, e que simula um aporte de proteínas, permitindo às indústrias adicionar água ao leite.
Em 2008, foi encontrada melamina nos produtos de 22 empresas lácteas chinesas. Seis bebês morreram após consumir leite adulterado e outros 300.000 foram afetados, alguns desenvolvendo sérias complicações renais, por causa da ingestão de melamina.
O escândalo gerou uma paranoia na China e provocou a retirada maciça no país e no exterior de todos os produtos lácteos chineses.
No caso, revelado em setembro de 2008, logo após os Jogos Olímpicos de Pequim, 21 pessoas foram julgadas. Duas foram condenadas à morte e executadas.
O governo chinês assegurou em várias oportunidades que todos os lotes contaminados foram confiscados e destruídos, mas no fim de 2009, apareceram em algumas províncias chinesas lotes que deveriam ter sido eliminados um ano antes.


Fonte:

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O drama dos uigures na China


Sem ter um embaixador pop como o Dalai Lama, a minoria muçulmana uigur na China vive um drama pouco conhecido no exterior. No ano passado, um protesto de estudantes uigures por crimes não-esclarecidos contra conterrâneos no sul da China descambou para uma violência racial de uigures contra han e vice-versa que matou mais de 200 pessoas _ o que desmente o discurso oficial chinês de "harmonia étnica". De julho a dezembro, a província de Xinjiang, onde vivem os uigures, ficou sem acesso à internet "por razões de segurança".
Por seus estudos sobre o fracasso das políticas chinesas para as minorias étnicas do país, o professor de economia Ilham Tohti, 41, foi preso no ano passado por dois meses. Membro do Partido Comunista chinês e professor da estatal Universidade Central das Nacionalidades, ele diz não defender o separatismo, mas critica a discriminação sofrida pelas minorias "que preservaram sua identidade cultural" e diz que com o fim do comunismo, a ideologia dominante é o "nacionalismo da maioria han", o que deixa de fora uigures e tibetanos.
"A China precisa aprender a se orgulhar de ser um país multiétnico, e não de tentar a assimilação à força", diz Tohti. Ele cita diversos exemplos. "Há 6600 taxistas em Urumqi, mas apenas 90 são de minorias étnicas. Enquanto em outras Províncias, o taxista precisa ser local, em Xinjiang pode ser de fora, o que facilita a migração de han para lá. A estatal China Unicom em Xinjiang tem 1200 funcionários, só 2 são uigures. No banco China Marchants, de 1300, só 12 são de minorias. Na estação de trem, poucos balconistas são uigures", critica.
O governo tem estimulado a migração interna de chineses han para Xinjiang. Na capital, Urumqi, onde abundam os empregos no funcionalismo público, 70% da população já é chinesa han (era menos de 10% nos anos 50).
"O modelo de vestibular chinês, o gaokao, é muito injusto com as minorias. A nota de corte é fácil para os han, mas é alta para os uigures que não dominam o mandarim", diz Tohti. "Nas universidades locais, em 1978, 78,9% dos alunos eram das minorias étnicas, hoje são 17,7%".
Fonte: Folha OnLine

terça-feira, 10 de agosto de 2010

China - Potência Mundial

Comunidades agrícolas neolíticas, precursoras diretas da civilização chinesa, floresceram cerca de 7500 a.C. no sul da China e nas zonas do loesse do norte e do nordeste, com as culturas do milho e arroz .

A civilização chinesa surge por volta de 2000 a.C., nas margens do rio Azul (Yang­tsé ou Yangzi). Torna-se um vasto império no século II a.C., época em que se inicia a construção da Grande Muralha pelo Estado Qin que domina toda a China. Mantém contato com o ocidente apenas depois do século XIII, por intermédio de mercadores, como o ve­neziano Marco Polo. No século XVI chegam os portugueses, que fundam Macau.


DOMÍNIO OCIDENTAL
A partir do século XIX, a influência ocidental causa grande impacto sobre o Império Chinês. Em 1820, os bri­tânicos obtêm exclusividade de comércio no porto de Cantão. Interesses comerciais opõem China e Reino Unido e levam-nos às duas Guerras do ópio (1839/1842 e 1856/1860). Vitoriosos, os britânicos ga­rantem o monopólio do comércio da droga, a abertura de cinco portos chineses ao Ocidente e a posse de Hong Kong. Em 1844, os Estados Unidos (EUA) e a França conquistam privilégios comerciais. A Rússia ocupa, em 1858, territórios no norte. Em 1885, a China cede Anã (Vietnã) à França e, dez anos depois, perde a península da Coreia e Taiwan (Formosa) para o Japão. A submissão da dinastia manchu à interven­ção externa provoca, entre 1898 e 1900, a Guerra dos Boxers, revolta dos nacionalistas contra estrangeiros e missionários cristãos. A rebelião foi o último suspiro da Dinastia Tsing, sufocada com a ajuda de tropas ocidentais e japonesas.


FIM DO IMPÉRIO
Em 1908, o médico Sun Yat-sen funda o Partido Nacionalista (Kuomintang), em oposição à monar­quia e à hegemonia estrangeira. Apoiado por militares é proclamado presidente provisório em 1911, mas a república não alcança todo o país, que entra em longo período de guerra civil.

A morte de Sun Yat-sen, em 1925, pro­voca luta pelo poder no Kuomintang. A facção vitoriosa, liderada por Chiang Kai-chek, une-se ao Partido Comunista Chinês (PCCh) – fundado em 1921 – contra os senhores feudais do norte do país. A aliança dura até 1927, quando uma insurreição operária em Xangai é repri­mida com violência pelo Kuomintang. Os comunistas, liderados por Mao Tsé-tung, são colocados na clandestinidade.


Debilitada, a China não resiste ao Japão, que, em 1931, invade a Manchúria e implanta o Estado Manchukuo em 1934. Para escapar ao cerco do Kuomintang, 90 mil co­munistas.liderados por Mao, deslocam-se quase 10 mil quilômetros rumo ao norte. É a Grande Marcha (1934/1935), que dá prestígio e di­mensão quase mítica aos comunistas.

COMUNISMO
Diante do avanço japonês, o Kuomintang e o PCCh fazem nova aliança em 1936. Com a rendição do Japão, no fim da II Guerra Mundial, recomeçam os com­bates entre comunistas e nacionalistas. Em outubro de 1949, os comunistas proclamam a República Popular da China, com Mao Tsé-tung como dirigente supremo. Chiang Kai-chek foge para Taiwan (Formosa), onde instala a República da China.


Pouco antes, Em 11 de março de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman (1884/1972) fez um discurso propondo a concessão de créditos para a Grécia e a Turquia, com o objetivo de sustentar governos pró-ocidentais naqueles países. O principal objetivo geopolítico da Doutrina Truman era conter o socialismo, impedindo o expansionismo da União Soviética, criando alianças militares como a Organização do Tratado do Atlântico Norte _ OTAN. A aplicação da Doutrina Truman à Ásia determinava a configuração do “cordão sanitário” em torno da China e estimulava a aproximação Pequim-Moscou.

Entenda o Cordão Sanitário – A tomada do poder em Pequim (set. 1949) pelos comunistas liderados por Mao repercutiu sobre a Coreia que tinha sido anexada ao Japão em 1910. Depois da derrota japonesa na II Guerra, a península coreana foi dividida em uma zona de ocupação soviética, ao norte, e uma zona de ocupação americana separada pelo paralelo 38º. Em julho de 1950, tropas norte-coreanas penetram pelo paralelo 38º e decidem unificar o país. Os norte-americanos imprimiram uma contra ofensiva chegando até as proximidades da fronteira chinesa. Em 1953 foi assinado na vila de Panmunjon (situada entre as duas Coreias), o armistício de mesmo nome produziu o cessar fogo. O sistema de alianças asiáticas dos EUA, formando a Organização doTratado do Sudeste Asiático (SEATO) comporto por EUA, Grã-Bretanha, França, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia e Paquistão, além de proteção a três estados indochineses não comunistas: Vietnã do Sul, Laos e Camboja. A SEATO contribuiu para a configuração de um “cordão sanitário” em torno das potências comunistas, e em contraponto à “cortina de ferro” europeia surge a expressão “cortina de bambu”.

A partir da Revolução Comunista, a China continental é reorganizada nos moldes comunistas, com coletivizarão das terras, nacionalizarão das empresas estrangeiras e controle estatal da economia. Em 1950, a China assina tratado de amizade com a União Soviética (URSS) que se resume em alinhamento a Moscou que vai durar até o ano de 1965. No mesmo ano de 1950, a China ocupa e anexa o Tibete.

Após a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Mao enfatiza sua autono­mia em relação à URSS. Em 1956 lança a Campanha das Cem Flores, para estimular críticas da população à burocracia partidá­ria. Quando essas críticas ultrapassam limi­tes considerados toleráveis, o regime reage com a Campanha Antidireitista.

Milhares de intelectuais são perseguidos, presos e mortos. Em seguida Mao lança outra campanha: o Grande Salto para a Frente (1958/1960), que pretendia transformar rapidamente a China em nação desenvol­vida e igualitária. Os camponeses são obri­gados a se juntar em gigantescas comunas agrícolas. Siderúrgicas improvisadas são instaladas por toda a parte. O “salto” leva à total desorganização econômica e também a Mao Tsé-Tung perder a liderança interna na China. Milhares de camponeses morrem de fome.


REVOLUÇÃO CULTURAL

A cúpula do PCCh afasta Mao da condução dos assuntos internos. Outros veteranos da revolução, como Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, assu­mem a direção do partido. Mao continua a chefiar a política externa. Crescem as críticas à URSS, que reage e suspende a ajuda econômica e militar, em 1960.

Em 1964, a China detonou sua primeira bomba atômica e, três anos depois, a de hidrogênio; e a União Soviética não aceitou perder a hegemonia nuclear no bloco socialista. Esse fato decisivo, somado às divergências quanto ao modelo de socialismo, acabou provocando o rompimento entre a União Soviética e a China, em 1965.

Em 1966, Mao lança uma ofensiva pa­ra voltar ao poder: a Grande Revolução Cultural Proletária. A população – em especial a juventude – é instigada a se rebelar contra as autoridades, acusadas de burocratização. Cerca de 20 milhões de estudantes formam as Guardas Vermelhas, que fazem perseguições em grande escala Mas o pacto com as guardas acaba em 1969, quando Mao usa o Exército para liquidar seus aliados, agora acusados de extremismo. Aos poucos, a ala reformista do PCCh reconquista posições e, após a morte de Mao, em 1976, assume o poder.

REFORMAS ECONÔMICAS
Com Deng Xiaoping à frente do governo, o país, em 1978, adota a política das Quatro Grandes Modernizações (da indústria, da agricultura, da ciência e tec­nologia e das Forças Armadas). São criadas em 1984 Zonas Econômicas Especiais), abertas a investimentos estrangeiros, e incentiva-se a propriedade privada no campo. O modelo propicia grande crescimento econômico à China a partir de 1978.

MASSACRE DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL
A abertura na economia estimula a luta por democracia. Em 1986, Hu Yaobang, secretário-geral do partido desde 1982, é acusado de “desvios liberais” e substituí­do por Zhao Ziyang. A morte de Hu, em abril de 1989, desencadeia uma onda de protestos. Os estudantes exigem a rein­tegração póstuma de Hu ao partido. Em maio, centenas de milhares de estudantes fazem manifestações contra a corrupção e exigem abertura política. Os jovens reúnem-se na praça da Paz Celestial, em Pequim, onde estão instalados os principais órgãos do poder. Em junho, o Exército atira contra os estudantes. A imprensa estrangeira estima entre 2 mil e 5 mil o número de mortos.

Ao meio-dia, uma coluna de pelo menos 14 tanques avançava pela avenida Chang’an (Rua da Paz Longa, em chinês). No sentido oposto, um homem, vestindo calças pretas e camisa branca, carregando duas sacolas, uma em cada mão, pára em frente ao comboio e faz um movimento com o braço direito sinalizando para que interrompam o avanço. O primeiro tanque freia a cerca de 3 metros do homem. O segundo e o terceiro que aparecem na imagem param logo atrás…

ASCENSÃO DE JIANG ZEMIN
Deng Xíaoping morre em 1997, aos 92 anos. Seu suces­sor, Jiang Zemin, mantém a política de reformas econômicas. Nesse mesmo ano, o PCCh rompe um princípio básico do co­munismo, a propriedade estatal dos meios de produção, e anuncia gigantesco progra­ma de privatizações. Ao mesmo tempo, o partido reforça o controle político sobre o país. O governo reprime duramente a seita religiosa Falun Gong. Receoso de que sua popularidade enfraqueça o PCCh, bane a seita em 1999 e prende milhares de fiéis.

FATOS RECENTES
Após 15 anos de negociações, a China torna-se membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), em dezembro de 2001. Com isso, o país abre seu mercado às importações e permite a entrada do capital estrangeiro em setores antes pro­tegidos, como bancos e telecomunicações. Em troca, amplia o acesso dos produtos chineses ao mercado mundial.

NOVAGERAÇÃO
No 16° Congresso do PCCh, em 2002, o vice-presidente, Hu Jintao, é conduzido à chefia do partido. Em março de 2003 é eleito presidente do país pelo Congresso Nacional do Povo. Wen Jiabao substitui Zhu Rongji como primeiro-mi­nistro. O novo governo tem como foco a manutenção da estabilidade econômica conquistada nos últimos anos.

MISSÃO ESPACIAL
Em outubro de 2003, a China torna-se o terceiro país a enviar uma missão tripulada ao espaço. Novos lançamentos são feitos em 2005 e 2008. Em outubro de 2007. o país envia seu primeiro satélite para a órbita lunar.

TRÊS GARGANTAS
Em maio de 2006, a China inaugura a usina de Três Gargantas. no rio Yang-tsé, que passa a ser a maior hidrelétrica do mundo, superando a de Itaipu. O complexo custou mais de 25 bilhões de dólares e faz parte do esforço chinês para suprir a demanda por energia renovável e reduzir a dependência por carvão e petróleo. O projeto é criticado. porém, por seu custo humano e ambiental – milhões de pessoas são retiradas da área e há risco de catástrofe ambiental.

CORRUPÇÃO E CENSURA
Em 2006, ao menos 17 mil pessoas são afastadas de cargos públicos por corrupção. Em setembro de 2007, os primeiros réus são condenados a penas que variam de três anos de deten­ção a prisão perpétua. Em setembro de 2006, o governo chinês obriga agências de notícias internacionais a submeter ao crivo da agência estatal chinesa as infor­mações que serão divulgadas. A censura à internet é intensificada em 2007 (Em março de 2010, Qin Gang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou que um conflito de censurar o Google e o governo do país não vai afetar as relações com os EUA).

PENA DE MORTE
Em janeiro de 2007 entra em vigor uma reforma no sistema penal, pela qual só a Suprema Corte pode autori­zar a pena de morte. O objetivo da medida é reduzir o número de execuções (Segundo a Anistia Internacional (AI), que contabiliza as execuções anunciadas na imprensa, a China foi responsável por 1.700 das 2.400 execuções registradas no mundo em 2008).

REFORMAS
Em março de 2007, após 13 anos de debate, o Congresso Nacional do Povo aprova lei que garante à propriedade privada os mesmos direitos da propriedade estatal. Em junho, o Parlamento aceita mudanças na legislação trabalhista que aumentam a proteção aos trabalhadores. Em agos­to, é aprovada legislação antimonopólio, que submete as empresas estrangeiras a um controle do governo chinês antes de efetuar fusões e aquisições no país. Em outubro de 2008, são anunciadas outras grandes mudanças: uma amplia de 30 para 70 anos a vigência da concessão de terras; outra autoriza a comercialização do direito de uso da terra. Na prática, elas favorecem a formação de propriedades maiores e mais produtivas, assim como aceleram a urbanização do país.

PRODUTOS CHINESES
Condenado à pena de morte por receber propina para aprovar licenças para novos remédios, Zheng Xiaou, ex-diretor da agência de saúde, é executado em julho de 2007. O caso está ligado à crise de credibilidade por que passa a indústria chinesa. No decorrer do ano, vários países retiram do mercado produtos chineses inadequados ao consumo ou nocivos à saúde.

JINTAO FORTALECIDO
O 17° Congresso do PCCh, realizado em outubro de 2007. con­solida o poder de Hu Jintao, ao nomear lideranças mais próximas ao presidente. O congresso define como diretriz uma preocupação maior com as disparidades sociais e regionais, com o meio ambiente e com o controle da economia.

TERREMOTO

Municípios da província de Sichuan, no sudoeste, são atingidos por um forte terremoto, em maio de 2008, que mata cerca de 70 mil chineses – incluindo 10 mil crianças, cujas escolas desmoronaram. O governo anuncia, em novembro, que investirá 400 bilhões de dólares até 2010 para a reconstrução de edifícios na área afetada.

JOGOS OLÍMPICOS
De 8 a 24 de agosto, ocorrem os Jogos Olímpicos de Pequim. Fortemente elogiadas no aspecto técni­co e de infraestrutura, as Olimpíadas são, porém, criticadas pelo gigantesco aparato de segurança. 100 mil policiais, 300 mil câmeras de vigilância e restri­ções ao trabalho da imprensa, mesmo a internacional. A presença de 80 líderes de países na abertura reforça o prestígio do governo chinês.

LEITE CONTAMINADO
Estoura em setembro um escândalo relacionado à venda de leite em pó contaminado – causando a morte de seis crianças e provocando problemas urinários em 294 mil. Autoridades chine­sas são acusadas de postergar a divulgação do problema e o recolhimento dos pro­dutos por causa dos Jogos olímpicos de Pequim. Em janeiro de 2009.21 pessoas são condenadas por envolvimento no caso, duas delas à pena de morte.

DIÁLOGO COM TAIWAN
Em novembro, os governos da China e de Taiwan avançam nas negociações de reaproximação ao acertar o restabelecimento das ligações postais, aéreas e marítimas. Líderes dos dois lados também começam a negociar um acordo de livre comércio, em maio de 2009.

CRESCIMENTO E CRISE ECONÒMICA
Desde a implantação do “socialismo de mercado” em 1978, a média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da China é de 9%. Em 2007, o crescimento registrado foi de 11,4%, o maior em 13 anos (veja figura que segue). O total de bens e serviços produzidos pelo país foi calculado em cerca de 3,4 trilhões de dólares. Com isso, a China ultrapassou a Alemanha passando a terceira economia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (EUA) e do Japão.

O modelo de desenvolvimento adotado se baseia na abundância da mão-de-obra mal remunerada, na distribuição de subsídios estatais (a ajuda do governo aos produtores), na atração de investimentos estrangeiros, na instalação de fábricas montadoras (que importam peças e montam produtos) e na exportação de mercadorias baratas.

A economia chinesa desacelera em razão da crise financeira global no segundo semestre de 2008. A taxa de crescimento do país no ano cai a 9%. o menor índice desde 2001. Na tentativa de reaquecer a economia, o governo libera, em novem­bro, um pacote de 585 bilhões de dólares, destinado a obras de infraestrutura, que criam empregos na construção civil, além de ajudar a indústria. Outras medidas adotadas incluem o corte de impostos e a redução das taxas de juro, para facilitar o crédito e estimular o consumo interno.

DESEMPREGO
Em fevereiro de 2009, a desaceleração do comércio internacional derruba as vendas do país ao exterior em 25%, na comparação com 2008. A economia ainda avança, mas o cresci­mento de 6,1% no primeiro trimestre é o pior resultado em 17 anos. Como con­sequência, empresas fecham as portas e aumenta drasticamente o número de desempregados.

Nos últimos anos, milhões de campo­neses deixaram sua vila para trabalhar em fábricas nas cidades. O governo es­tima que mais de 20 milhões de chineses nessa situação tenham perdido seu em­prego e retornado ao campo em 2009. Especialistas acreditam que a China pre­cisa crescer pelo menos 8% ao ano para criar empregos em número suficiente para atender os migrantes rurais.

RELAÇÕES COMERCIAIS
Em fevereiro de 2009, a China assina com a Rússia um acordo de 25 bilhões de dólares que ga­rante o fornecimento de petróleo ao país pelos próximos 20 anos. No mesmo mês, o vice-presidente Xi Jinping faz uma viagem pela América Latina, incluindo o Brasil, num esforço para aumentar a presença chinesa na região. Os dois países assinam um acordo pelo qual o Brasil irá fornecer petróleo à China em troca de empréstimos para a exploração das reservas localizadas na camada pré-sal na costa brasileira. Outra estratégia do governo chinês é aproximar-se dos países africanos. Estatísticas oficiais indicam que o investimento direto da China na África aumentou de 491 milhões de dó­lares em 2003 para 7,8 bilhões de dólares em 2008.


SECA E TUFÃO
Em fevereiro, o governo declara alerta máximo na região norte por causa da seca, que prejudica o fornecimento de água potável para 4,4 milhões de pessoas e afeta mais de 10 milhões de hectares de plantação. O tufão Marakot atinge o sul do país em agosto. obrigando 1 milhão de pessoas a abandonar sua casa.

RELAÇÕES COM OS EUA
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, visita Pequim, em fevereiro, numa viagem focada em economia e mudanças climá­ticas. Em novembro, o presidente norte­americano Barack Obama também vai à China e defende a liberdade de expressão e o fim da censura à internet. O discurso de Obama, no entanto, é censurado pelo governo chinês e não é divulgado nos meios de comunicação do país.

REFORMA DA SAÚDE
Em abril, o governo anuncia um plano para universalizar o sistema público de saúde até 2020 - na China o acesso aos hospitais é pago. A reforma prevê ainda investimentos de 290 bilhões de dólares na construção de cente­nas de hospitais e clínicas e distribuição de medicamentos a preços acessíveis.

DIREITOS HUMANOS
No mesmo mês é lançado o primeiro plano sobre direitos humanos no país. Entre outras medidas, o documento prevê garantia de julgamentos justos, tratamento adequado aos detentos, proteção às minorias e ampliação do aces­so da população à informação. Em julho. o governo anuncia mudanças na legislação para restringir a pena de morte somente aos crimes graves. Além disso, todos os condenados à morte terão sua pena revis­ta, com o objetivo de diminuir o número de execuções no país. A China não divulga números oficiais, mas, de acordo com a organização Anistia Internacional, o país foi responsável, em 2008, por 1.718 mortes, o que corresponde a 72% de todas as execuções do mundo.

GASTOS MILITARES
Em junho, relatório do Instituto Estocolmo de Pesquisa sobre Paz Internacional, da Suécia, indica que a China tem o segundo maior orçamento militar do mundo. As despesas com defe­sa, que chegam a 85 bilhões de dólares, quadruplicaram nos últimos dez anos. O governo chinês alega que os movimentos separatistas no Tibete e o risco de indepen­dência de Taiwan são ameaças à segurança do país. Outro foco de preocupação para as autoridades são os conflitos étnicos em Xinjiang.

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA
As medidas ado­tadas pelo governo chinês para comba­ter a crise começam a surtir efeito no segundo semestre de 2009. No terceiro trimestre, o PIB cresce 8,9%, e, em outu­bro, os investimentos diretos estrangeiros no país voltam a subir, registrando alta de 5,7%. No mesmo mês, aumentam a produção industrial e as vendas no varejo. A expectativa é que o PIB aumente 8,4% em 2009 – resultado abaixo da média dos anos anteriores, mas superior às estimativas mais pessimistas do início do ano. A preocupação é se a economia vai conseguir manter o ritmo de crescimento quando o pacote de estímulo do governo chegar ao fim, a partir de 2011.

REGIÕES ADMINISTRATIVAS ESPECIAIS

HONG KONG
HongKong volta à soberania da China em 1° de julho de 1997, com status de Região Administrativa Especial, após 156 anos de domínio britânico. Com a transfe­rência, a China amplia seu poderio econô­mico, já que Hong Kong é um dos maiores mercados financeiros do mundo e possui o porto mais movimentado da Ásia.

A devolução segue o lema “um país, dois sistemas” (comunista e capitalista). Hong Kong deverá manter, pelo menos até 2047, seu sistema econômico e autonomia administrativa. A China responderá pela política externa e pela defesa.

CONTROLE BRITÂNICO
A ilha de Hong Kong foi cedida ao Reino Unido em 1842, com a derrota chinesa na I Guerra do ópio. A península de Kowloon passa para o controle britânico em 1860, e os Novos Territórios são arrendados em 1898. Nos anos 1960, HongKong elimina impostos e encargos so­ciais para atrair investimentos externos.

REINTEGRAÇÃO À CHINA
Em 1997, o empre­sário Tung Chee-Hwa é escolhido chefe do Executivo pelo governo chinês. como prevê a lei. Em 2002 obtém novo mandato. No mesmo ano, 500 mil pessoas protestam contra o anúncio de um projeto de lei que amplia o poder do Executivo. Meses depois, Tung susta a tramitação do projeto.

ELEIÇÕES
Em 2003, na eleição para os conselhos distritais, o oposicionista Partido Democrático (DP) conquista 93 dos 120 bairros em que disputa. Estavam em jogo 326 cadeiras por eleição direta, enquanto 102 são ocupadas por indicação de Tung Chee-Hwa. No mesmo ano é derrotada a moção apresentada por James To (DP), no Conselho Legislativo de Hong Kong, que prevê a instauração da democracia na ilha.

Em 2004, o Parlamento chinês veta a eleição direta para o chefe do Executivo local em 2007 e para os 60 membros do Conselho Legislativo (apenas metade é eleita diretamente) em 2008. Em setembro, os partidos pró-democracia elegem 18 de­putados, contra 12 dos partidos pró-Pequim, nas 30 cadeiras eleitas diretamente para o Legislativo. No resultado final, que inclui as 30 vagas preenchidas por escolha indireta, o governo chinês obtém 34 deputados, contra 25 da oposição e um independente. Em março de 2005, problemas de saúde levam Tung Chee-Hwa a pedir demissão. Em junho, Donald Tsang é indicado para ser o novo chefe do Executivo.

TSANG REELEITO
Em 2007, Tsang é reeleito pelo comitê eleitoral. Em setembro de 2008, nas eleições legislativas, a oposição obtém 24 vagas das 30 em disputa para o Conselho Legislativo. Mesmo majoritária no voto popular, a oposição continua em minoria no Conselho Legislativo, já que as demais vagas são ocupadas por parlamen­tares indicados pelo governo chinês.

CRISE
Atingida pela crise econômica mun­dial, Hong Kong entra em recessão, em novembro. No primeiro trimestre de 2009, a economia recua 7,8%, o pior resultado desde a crise asiática de 1998. No trimestre seguinte, Hong Kong sai da recessão.

MACAU
O território está encravado no sudeste chinês e inclui a península de mesmo nome e as ilhas de Taipa e Colôane. Com população de maioria chinesa, vive do jogo e do turismo.

CONTROLE PORTUGUÊS
Em 1557, Portugal estabelece um entreposto comercial na região, que, em 1951, se torna província ultramarina. Em 1986, portugueses e chine­ses chegam a um acordo para a devolução. Macau torna-se Região Administrativa Especial com autonomia, exceto nos as­suntos de defesa e política externa. O status será mantido por 50 anos.

DEVOLUÇÃO
O chefe do Executivo da região, Edmund Ho, é nomeado em 1999, ano em que Macau é transferido pacificamente para a China. Em 2007, centenas de pessoas saem às ruas para pedir democracia no território. Em março de 2009, entra em vigor uma nova lei de segurança que prevê prisão a quem se rebelar contra o governo chinês. Em julho, Fernando Chuí é escolhido como novo chefe do Executivo.

Taiwan, Tibete e as regiões especiais
As forças derrotadas por Mao Tsé-tung em 1949 fugiram para a ilha de Taiwan, ao sul da China, formando um território capitalista que se proclama como o verda­deiro governo chinês e é considerado pela China comunista uma província rebelde. Taiwan recebeu investimentos dos EUA que financiaram o desenvolvimento da indústria. Com a entrada da China na ONU, em 1971, Taiwan teve de sair do organismo, rompendo relações diplomáticas com qua­se o mundo todo. Diante das aspirações separatistas da ilha, o governo chinês chegou a ameaçar entrar em guerra com Taiwan. Mas o comércio externo se inten­sificou, e, nos últimos meses, há sinais de reaproximação. 0 transporte marítimo vem sendo liberado aos poucos, e já exis­tem voos diretos entre China e Taiwan.

Hong Kong, ex-protetorado britânico devolvido à China em 1997, e Macau, ex­território português restituído em 1999, são regiões administrativas especiais que mantêm a economia de mercado. Nelas, o governo central de Pequim controla os assuntos de defesa e política externa e deixa que sigam com as mesmas regras de economia de mercado que vigoravam antes da reintegração à China continental.

Já o Tibete, território de tradição budis­ta com status de região autônoma, foi anexado à China em 1950. Nos primeiros anos de ocupação, o governo comunista destruiu monastérios e tentou suprimir a identidade do povo tibetano. Por causa disso, Tenzin Gyatso, o 14° datai-lama, líder dos tibetanos, vive no exílio desde 1959. Ele tem corrido o mundo em defe­sa da autonomia do Tibete e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989.

XINGIANG
Xinjiang é um vasto território desértico de 1,7 milhão de quilômetros quadrados na antiga Rota da Seda, sem o qual a China, terceiro maior país do mundo, seria menor que o Brasil, o quinto. Localizada no extremo oeste, na fronteira com Paquistão e Afeganistão, Xinjiang ocupa uma área equivalente a 17% do território chinês, mas abriga apenas 1,5% da população da China, de 1,3 bilhão. Além de ser a maior do país, a província é estratégica por concentrar 15% das reservas nacionais de petróleo e 20% das de gás.

Nessa província gigante que faz fronteira com oito países, da Rússia à Caxemira disputada com a Índia, é que se concentram as verdadeiras dores de cabeça do regime chinês. O Tibete é mais famoso, graças à mística de seus mosteiros budistas, à fama do dalai-lama e ao esplendor do Himalaia. Mas os tibetanos, em sua placidez lamaísta, não têm ambições separatistas. Os muçulmanos uigures são uma história diferente. Xinjiang é povoada por 20 milhões de habitantes de 47 etnias, dos quais 8,3 milhões são uigures – muçulmanos de língua turca.

Com língua, religião e identidade étnica mais próxima aos povos da Ásia Central do que aos chineses do leste da China, os uigures representavam um desafio ao desejo do Partido Comunista de restabelecer o território que a China tinha durante o império e havia sido desagregado durante a guerra civil que chegou ao fim em 1949. A solução foi estimular a migração dos han para província, dominada por desertos e montanhas.

Hoje, a etnia han, majoritária no país, representa 41% da população de Xinjiang. Os uigures, que antes representavam 74%, passaram para 45%. Os restantes 14% pertencem a outras minorias étnicas. Os imigrantes concentraram-se na capital, Urumqi, e tornaram-se a elite econômica, o que nutre o ressentimento dos uigures contra os han e o governo. Além dos uigures, vivem na região integrantes das etnias han, casaque, hui, mongol, quirguiz, tajique, xibe, ozbek, mandchu, daur e tártara, além de russos.

Por séculos, as principais atividades econômicas da região vinham sendo a agricultura e o comércio, com cidades como Kahshgar prosperando como entrepostos da famosa Rota da Seda. No começo do século 20, os uigures chegaram a declarar independência. Mas, em 1949, a região passou a ser controlada pela China comunista. Oficialmente, Xinjiang é uma região autônoma da China, como o Tibete, que fica mais ao sul.

As revoltas se intensificaram em 1990, logo após a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão e da independência das três ex-repúblicas Soviéticas na fronteira com Xinjiang – Casaquistão, Tajiquistão e Quirguistão. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA, Pequim reforçou a repressão em nome da luta antiterrorista.

Xinjiang abriga grupos militantes capazes não de desestabilizar, mas de incomodar Pequim. Os uigures são maioria na região, e o Movimento Islâmico do Turquestão do Leste (MITL) quer torná-lo em país independente. Pequim diz que militantes uigures vem realizando uma campanha violenta pela independência da região, com ataques a bomba, sabotagem e incitando a população à revolta. Desde os ataques de 9 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, a China vem acusando separatistas uigures de manter ligações com a Al-Qaeda. O governo chinês diz que os uigures foram treinados e doutrinados por militantes islâmicos no Afeganistão, mas há poucas evidências que confirmem essas afirmações.

Mais de 20 uigures foram capturados por militares americanos na sua invasão ao Afeganistão em 2001. Apesar de terem sido mantidos na prisão de Guantánamo por seis anos, estes uigures nunca chegaram a ser formalmente indiciados. (Texto sobre Xingiang com Cláudia Trevisan e Lourival Sant’ Anna, de O Estado de S. Paulo, e BBC Brasil)

Fonte: Adaptado do Almanaque Abril 2010, p. 427-431 e Guia do Estudante, 2010, p. 90-95.
Fonte: Blog GEOBAU

sábado, 7 de agosto de 2010

Vídeo - Sul do planalto de Sinkiang - Deserto de Takla Makan

Vídeo - Monte Everest - O ponto mais alto do Planeta

Vídeo - Jarabe de Palo - La Flaca

Homenagem aos alunos do 9º G e ao Prof. de espanhol Jorge


Alunos dos 9ºs Anos - Nǐ hǎo



PENSAMENTOS CHINÊS


Dê mais as pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria.

Case com alguém com quem você goste de conversar. A medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornara ato importante quanto os outros todos.

Não acredite em tudo o que você ouve, não gaste tudo o que você tem e não durma tanto quanto você gostaria.

Quando você disser "sinto muito", olhe nos olhos da pessoa.

Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco.

Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos.

Não julgue ninguém por seus parentes.

Fale devagar mas pense depressa.

Quando lhe fizerem uma pergunta que você não quer responder, sorria e pergunte; "Por que você deseja saber?"

Lembre que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos.

Diga "saúde" quando alguém espirrar.

Quando você perder, não perca a lição.

Recorde-se dos três "R":
Respeito por si mesmo,
Respeito pelos outros,
Responsabilidade por seus atos.

Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade.

Quando você notar que cometeu um engano, tome providencias imediatas para corrigi-lo.

Passe algum tempo sozinho.

Vídeo - Cordilheira do Himalaia

O Himalaia (ou Himalaias) é a mais alta cadeia montanhosa do mundo, localizada entre a planície indo-gangética, ao sul, e o planalto tibetano, ao norte. O nome Himalaia vem do sânscrito (pronunciada com um longo primeiro 'a' e um curto último 'a', como 'himaal-ya', em vez de 'him-u-l-yu' ou 'him-u-layaa') e significa morada da neve. Os Himalaias espalham-se, de oeste para leste, do vale do rio Indo ao vale do rio Bramaputra, formando um arco de cerca de 2.500 km de extensão e com uma largura variando de 400 km no oeste, na região da Caxemira-Tibete, a 150 km no leste, na região do Tibete-Arunachal Pradesh.
Os Himalaias formam um grande sistema montanhoso, que incluem o Himalaia propriamente dito, o Caracórum, o Hindu Kush e o Pamir. Este sistema estende-se por seis diferentes nações: Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal, Butão e República Popular da China. Juntas estas cordilheiras, o sistema montanhoso do Himalaia é o teto do mundo, e lar dos picos mais altos do planeta, o Monte Everest (8.844 m) e o K2 (8.611 m). O pico mais alto fora dos Himalaias é o Aconcágua, nos Andes, com 6.962 m, e somente no Himalaia há mais de 100 picos excedendo os 7.200 metros de altitude.
Os Himalaias são fonte de duas das maiores bacias hidrográficas: a bacia do rio Indo e a bacia do Ganges-Bramaputra. A densidade populacional dos Himalaias é muito baixa e poucos são os centros populacionais, sobretudo na vertente meridional. O Himalaia influencia também fortemente o clima, a vegetação e a distribuição dos animais.
A cadeia Himalaia consiste de três cadeias paralelas, que do sul para o norte, são o sub-Himalaia, os Pequenos Himalaias e os Grandes Himalaias. As montanhas começaram a se formar por dobras há 40 milhões de anos atrás, quando o subcontinente indiano se projetou em direção ao norte contra a principal massa terrestre asiática.
Texto e vídeo retirados do You Tube

domingo, 1 de agosto de 2010

Maior skate do mundo

O norte-americano Joe Ciaglia e um grupo de skatistas da Califórnia, nos EUA, fabricaram o maior skate do mundo e entraram para o Guinness, livro dos recordes. Ele tem 11,15 metros de comprimento, 2,64 metros de largura e 1,10 metro de altura.

Fonte: G1

Paquistão - Enchentes já mataram mais de mil pessoas

Paquistaneses sobem no telhado de casa para escapar da inundação.

Os Estados Unidos prometeram conceder uma ajuda de 10 milhões de dólares ao Paquistão e fornecer helicópteros, barcos e material de resgate para ajudar o país atingido por inundações que deixaram mais de mil mortos, anunciou a secretária de Estado Hillary Clinton neste domingo.
O número de mortos em decorrência das inundações no Paquistão chegou a mais de mil, segundo o último registro apresentado neste domingo (1º) pelas autoridades. Segundo a agência de notícias Associated Press, o número total de vítimas já chega a 1.100.
"Mais de 1.000 pessoas morreram nas inundações em diferentes partes da província de Khiber Pajtunjua" (noroeste), disse o ministro da Informação provincial, Mian Iftijar Husain. Um alto funcionário da Autoridade provincial de Gestão de Desastres confirmou o registro.
No sábado, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as enchentes no noroeste do Paquistão já afetavam mais de um milhão de pessoas. Segundo o ministro de Informação de uma das províncias afetadas, Mian Iftikhar Hussain, as cheias já são as piores registradas na região.
As inundações são causadas pelas chamadas chuvas de monções, que levaram diversos rios no país e no vizinho Afeganistão a transbordar.
Equipes de resgate estão com dificuldades de chegar às zonas inundadas. Vilarejos inteiros, estradas e pontes foram destruídos.Mesmo a maior cidade da região, Peshawar, com mais de três milhões de habitantes, está incomunicável.
Fonte: G1

Ainda em tempo: Estados Unidos ajudará com 10 mulhões de dólares...

O QUE SERÁ QUE ELES VÃO QUERER EM TROCA????