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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tempestade Agatha na Guatemala provoca desabamentos, mortes e abre cratera







Estradas danificadas e ao menos 18 pontes destruídas pela passagem da tempestade Agatha prejudicam os trabalhos de resgate na Guatemala, onde se concentra a maior parte das 179 mortes provocadas pela chuva e os ventos que atingiram a América Central. Até cem pessoas ainda estão desaparecidas em áreas rurais do país.

Cerca de 35 mil guatemaltecos estão desabrigados e continuam dormindo em tendas quatro dias depois da tempestade atingir a região. Pelo menos 152 pessoas morreram na Guatemala soterradas em suas casas ou arrastadas pelas águas dos rios. Em El Salvador, nove pessoas morreram. Em Honduras, o número de vítimas fatais já chega a 14.

De todos os danos materiais registrados na Guatemala após a passagem da tempestade Agatha, nenhum chama tanta atenção como o buraco aberto no cruzamento da avenida 11 com a 6ª rua, na zona 2 da cidade da Guatemala, capital do país.
Espécie de precipício urbano, a cratera já obrigou parte dos 300 vizinhos do local a deixarem suas casas, temendo ser engolidos. Além disso, como informa o jornal local "La Hora", um segurança privado foi visto sendo levado para o fundo do orifício surgido no meio de casas e comércios.
Pelas estimativas dos veículos de comunicação guatemaltecos, que reverberam as medições das autoridades locais, o buraco tem 20 metros de diâmetro por 30 de profundidade. Ou seja, tem 9.420 m³.
Esse volume, segundo Roberto Jamal, professor de Matemática do Curso Anglo, equivale a cerca de 4 piscinas olímpicas (2.500 m³). Outra comparação possível seria com um edifício. “É similar a um prédio de 10 andares, com quatro apartamentos por andar, sendo que cada apartamento tem 75 m²”, diz o docente.
Em tom de brincadeira, o professor também explica que, se a água que cabe na cratera da Guatemala fosse distribuída em copinhos plásticos de 200 ml, seria possível dar um copinho para cada cidadão paulista e ainda para metade da população do Rio de Janeiro. “É muita coisa mesmo”, diz Jamal.
A Procuradoria de Direitos Humanos da Guatemala afirmou nesta terça-feira (1º) que vizinhos do terreno que cedeu já haviam feito reclamações junto às autoridades locais do município sobre a instabilidade do terreno.
De acordo com o procurador Sergio Morales, foram abertas solicitações à companhia de água e a Conrad (Coordenadoria para Redução de Desastre) para apurar se a prefeitura ou demais órgãos conheciam o alto risco da área. As informações são do jornal local "Prensa Libre".
A cratera, engoliu um edifício de três andares, onde funcionava uma fábrica de roupas. Segundo um estudo preliminar da área realizado pela Conrad, o solo é irregular e deslizamentos continuam a ocorrer. Os novos movimentos de terra produzem diversos ruídos, devido ao eco e à profundidade da cratera.
Augusto López Rincón, presidente da associação do bairro onde ocorreu o deslizamento, disse que a causa do acidente foi o movimento constante de caminhões, que trafegam 24 horas por dia no local.
Rincón disse que desde 2003 tenta uma audiência com o prefeito Alvaro Arzu para pedir que os caminhões parassem de trafegar pelo local, mas nunca foi recebido. Armando Gomez, proprietário da fábrica têxtil engolida pelo buraco, responsabilizou a prefeitura da capital pelo acidente.
Hector Cifuentes, secretário municipal da Cidade da Guatemala, disse que o conselho da capital nunca recebeu nenhuma reclamação sobre o terreno.
A primeira tempestade tropical da temporada 2010 na região do Pacífico causou enchentes e deslizamentos na Guatemala, El Salvador e Honduras. Nos três países, ao menos 150 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas, segundo autoridades.
Embora os dados ainda sejam fruto de análises parciais, o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, informou na noite de ontem que o número de mortos no país chegou a 179, enquanto os desaparecidos são 90. As autoridades trabalham na habilitação do sistema viário do país, que foi seriamente danificado pelas dezenas de quedas de encostas e da cheia dos rios.
Essa situação, segundo Colom, impediu que a Defesa Civil chegasse com prontidão nas comunidades mais afetadas, muitas das quais estão sem água potável e alimentos. No departamento de Chimaltenango, no oeste do país, um dos mais afetados pela fúria da tempestade", há a confirmação de 60 mortes.
A União Europeia aprovou na terça-feira (1º) um auxílio de US$ 3,6 milhões para a compra de alimentos, água, kits de primeiros socorros e demais materiais de emergência para cerca de 100 mil pessoas.

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