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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sudão: Será o reinício do conflito mais sangrento depois da Segunda Guerra Mundial?


No início de outubro deste ano (2010), o astro de Hollywood George Clooney passou uma semana no maior país da África, o Sudão, visitando a região do sul e conversando com líderes locais. Ao voltar para os Estados Unidos, o ator dialogou com políticos americanos, entre eles o presidente Barack Obama. Seu recado era claro. “Estávamos atrasados no Congo, estávamos atrasados em Ruanda, estávamos atrasados em Darfur. Essa é uma oportunidade para evitar o massacre antes que ele ocorra”, disse o galã. O temor de Clooney, e de boa parte da comunidade internacional, é que o resultado do referendo programado para 9 de janeiro de 2011, no qual o sul do Sudão pode conseguir a secessão do norte, provoque a retomada de uma guerra civil que tem o nada nobre posto de maior matança desde a Segunda Guerra Mundial.
O medo da guerra é provocado por uma equação simples. O governo central, baseado em Cartum, a capital do Sudão, não quer a separação. Enquanto isso, há uma clara indicação de que os sudaneses do sul vão votar pela separação. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, cuja função exige parcimônia nas palavras, declarou em setembro ser “inevitável” a separação, e chamou o Sudão de “bomba-relógio”. Por trás do movimento separatista está o medo dos habitantes do sul, majoritariamente negros, cristãos e animistas, de permanecerem como cidadãos de segunda classe diante do norte, de maioria árabe e muçulmana. A dominação política, econômica e social do norte gerou a primeira guerra civil do Sudão, entre 1955 – um ano antes da independência da Inglaterra – e 1972. Dez anos de armistício acabaram em 1983, quando Cartum decidiu rever o acordo de paz e implantar a sharia – a lei islâmica – em todo o território. A revolta separatista do sul foi contida com violência, e o número estimado de mortes passa de dois milhões. Os refugiados seriam quatro milhões. A frágil paz que vigora hoje é baseada no Acordo de Paz Abrangente (CPA, na sigla em inglês), assinado em 2005, que deu autonomia ao sul por cinco anos e programou o referendo para janeiro.
O comportamento do governo de Cartum, chefiado por Omar al-Bashir, é o principal fator de preocupação. Bashir, que chegou ao poder em um golpe militar aplicado em 1989 com a ajuda de grupos islâmicos fundamentalistas, tem contra si um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, órgão da ONU, por conta de crimes de guerra e contra a humanidade. As sete acusações dizem respeito ao conflito de Darfur, uma região do tamanho da França no oeste do Sudão, cujos líderes também pegaram em armas para lutar contra a opressão árabe. Outro motivo que torna Bashir alvo de desconfiança da comunidade internacional é sua aliança com o Irã. Nos últimos anos, o Sudão teria se tornado um distribuidor de terrorismo, abrindo espaço para treinamentos do Hamas e servindo de base para o tráfico de armas para extremistas na Somália, no Iêmen, no Líbano e nos territórios palestinos ocupados. Uma denúncia recente feita pela oposição diz que o Irã teria uma fábrica de armas na periferia de Cartum. Verdadeira ou não a acusação, é fato conhecido que, no início de 2009, a Força Aérea de Israel fez três ataques em território sudanês a veículos que levavam armas iranianas para o Hamas.
“Pelo histórico do Sudão, é bastante difícil acreditar, primeiro, que o referendo vai ocorrer na data e, segundo, que o desfecho se dará sem violência”, diz Claudio Oliveira Ribeiro, especialista em África da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. “A população não tem o hábito do voto, da escolha, e a militarização e a guerra são as práticas normais no Sudão”, diz.

A disputa pelo petróleo do Sudão
O ceticismo de Ribeiro encontra base em fatos recentes ocorridos no país. O acordo de paz de 2005 prevê que a região de Abyei, na divisa entre o norte e o sul, realize um referendo especial para decidir com qual dos lados ficará. Nesta semana, as autoridades sudanesas confirmaram que a consulta à população de Abyei está adiada por tempo indeterminado. Uma comissão de referendo ainda não foi formada e não há acordo nem sobre qual parte da população deve votar. Em dois outros Estados da divisa – Nilo Azul e Cordofão do Sul – consultas populares sem valor de referendo estavam previstas no acordo de paz, mas elas não vão ocorrer. Como as populações de ambos são majoritariamente ligadas ao sul, elas temem ser alvos de ataques uma vez que o sul se separe. Ribeiro lembra ainda que o presidente Omar al-Bashir vem dando “sinais confusos” sobre qual será sua postura diante do resultado do referendo e que as tensões têm crescido na região. Em 14 de novembro e 8 de dezembro de 2010, Cartum bombardeou o território do sul. Na primeira oportunidade, o governo disse que errou o alvo ao perseguir rebeldes de Darfur. Depois, negou o ataque.
Fonte: Época

domingo, 17 de outubro de 2010

Libéria: um sonho americano


"Sei que aqui terei uma vida digna, pela primeira vez”, disse, emocionado, o refugiado liberiano Joseph Morgan, de 34 anos, ao comitê de recepção das Nações Unidas no Canadá, em outubro do ano passado. Um século e meio antes, os ancestrais de Morgan haviam pronunciado palavras muito parecidas, em uma situação muito diferente. Eles acabavam de desembarcar na Libéria, do outro lado Atlântico, na costa ocidental da África, um país fundado em 1824 para servir de lar aos negros americanos. Não podiam imaginar que no século 20 a realidade se encarregaria de destruir uma a uma suas aspirações. Os 315 mil refugiados liberianos que vivem hoje nos países vizinhos são a face mais cruel da derrocada do sonho americano na África. Vítimas de 14 anos de guerra civil, da pobreza e da falta de perspectiva, para muitos o caminho de volta à América – terra de onde saíram seus antepassados – representa agora a promessa de uma vida melhor.
Por trás do fracasso da Libéria, um país com renda per capita anual de meros 100 dólares e expectativa de vida de 42 anos, há uma longa história de guerras, conflitos étnicos e intolerância, fomentados por interesses econômicos e imperialistas, muitas vezes inconfessáveis.
Apesar de ter sido criada oficialmente em 1830, a Libéria começou a germinar muito antes, logo depois do fim da Guerra da Independência (1776-1783) nos Estados Unidos. Muitos negros americanos que lutavam contra a Inglaterra ganharam como prêmio a liberdade. Pela primeira vez, esses ex-escravos circulavam livremente pelas cidades, para espanto da comunidade racista da época.
Na Inglaterra, ocorria o mesmo. A lei antiescravagista de 1772 fez com que os poucos negros residentes no país tomassem as ruas, desagradando a maioria da população. No fim o século, os britânicos tiveram a idéia de mandar 411 escravos libertos para Serra Leoa (país vizinho da futura Libéria), então uma colônia britânica. Quase todos morreram, devido às precárias condições de vida no lugar. Mas os ingleses não desistiram e, em 1800, mandaram mais uma vez centenas de ex-escravos para Serra Leoa. A iniciativa repetiu-se diversas vezes, até que uma comunidade se formasse na África.
O projeto britânico serviu de inspiração aos americanos. Tanto abolicionistas do norte como senhores de escravos do sul queriam enviar os negros para bem longe – os primeiros, movidos por um declarado sentido humanitário de proporcionar aos escravos uma vida livre de preconceito. Os segundos, por temer revoltas. Os fazendeiros do sul passaram a condicionar a alforria à volta para a África.
Em 1816, um ano após a proibição do tráfico de escravos nos Estados Unidos, foi fundada a ACS (sigla para American Society for Colonization, ou “sociedade americana para a colonização”). A entidade sem fins lucrativos contava com o apoio de órgãos governamentais, políticos, fazendeiros e trabalhadores e patrocinou, naquele mesmo ano, a primeira tentativa de mandar ex-escravos americanos para o continente africano. O local escolhido foi a Ilha Cherbro, em Serra Leoa.
Os Estados Unidos obtiveram permissão da Inglaterra para instalar os colonos na ilha. “Os britânicos, em plena Revolução Industrial, viam na iniciativa a possibilidade de criar um mercado consumidor abrangente que pudesse gerar demanda para a produção de bens em larga escala”, diz Priscilla Schillaro, historiadora da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. “Além disso, pareceu uma boa idéia apoiar a existência de uma colônia pró-Estados Unidos na África, como forma de inibir o tráfico negreiro internacional, o inimigo número 1 dos britânicos naquele momento.”
Mas a primeira iniciativa de criar uma colônia americana no continente fracassou. A maioria dos 88 passageiros do navio Elizabeth morreu de febre amarela e malária em poucas semanas. Em 1821, a ACS enviou um representante, o diplomata Eli Ayres, para escolher um sítio mais apropriado para o assentamento. Ele (devidamente acompanhado por um pequeno exército de 70 homens) navegou cerca de 200 quilômetros pela costa da África nas proximidades de Serra Leoa, e escolheu uma área que foi chamada de Cabo Mesurado – local da atual capital do país. Só que a terra já tinha dono. Pertencia às tribos Dey e Bassa, habitantes do local há séculos. “Depois de negociações nem sempre amistosas, os chefes tribais cederam aos americanos uma faixa litorânea de 40 quilômetros de comprimento por 4 quilômetros de largura em troca de armas e garrafas de rum que hoje valeriam, juntas, 300 dólares”, afirma James Riley, professor do departamento de história da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Em 1824, o governo americano fundou oficialmente a colônia da Libéria e passou a chamar sua capital de Monróvia, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, James Monroe. Segundo Priscilla Schillaro, os primeiros cidadãos liberianos foram os sobreviventes da trágica excursão para a Ilha Cherbro. Em seguida, começaram a chegar levas de americanos (até 1850, 4 571 pessoas desembarcaram em Monróvia). “No início, a administração foi entregue a representantes escolhidos pela própria ACS. Mas, com o crescimento populacional e o progressivo alargamento do território, começaram a surgir lideranças locais entre os ex-escravos”, diz ela. Na expectativa de aumentar as áreas cultiváveis, esses primeiros moradores passaram a adquirir mais terras e avançar suas fazendas além das fronteiras originais. Em menos de 40 anos, o país cresceu duas vezes de tamanho.
Não foi surpresa para ninguém quando surgiram as primeiras desavenças com as tribos locais, principalmente com os grebos e crus. Segundo Riley, as fronteiras traçadas pela ACS dividiram etnias aliadas e reuniram no mesmo território cerca de 15 etnias, algumas delas inimigas há séculos. “Os conflitos eram inevitáveis.”
Além disso, enquanto as áreas litorâneas colonizadas pelos negros americanos prosperavam com plantações de mandioca e café e a extração de borracha, o interior habitado pelas tribos africanas era totalmente negligenciado.
Nesse clima de instabilidade, a Libéria proclamou sua independência política, em 1847, mas permaneceu estreitamente atrelada à política e à economia dos Estados Unidos, que compareciam também com armas e navios de guerra. O que era fundamental, já que o país estava espremido entre dois poderosos impérios: a Inglaterra, em Serra Leoa, e a França, na Costa do Marfim.
Os interesses estrangeiros, somados ao isolamento da elite interna, passaram a gerar conflitos cada vez mais freqüentes. E cada vez mais irreversíveis, No fim do século 19, o auxílio americano começou a minguar e os liberianos tiveram de se virar sozinhos. E se deram mal. Em 1903, os britânicos forçaram a Libéria a entregar parte de seu território a Serra Leoa, e os franceses avançaram sobre a fronteira com a Costa Marfim. O país, envolvido em tantos conflitos, estava à beira da falência, quando o presidente Theodore Roosevelt providenciou, em 1905, uma ajuda de 1,7 milhão de dólares. Em 1920, chegaram mais 5 milhões de dólares.
Seis anos depois, a Libéria teve de começar a pagar a dívida. O governo liberiano cedeu uma enorme área de 1 milhão de acres (ou 22 mil estádios do Maracanã) para a indústria americana de pneus Firestone explorar borracha. Em 1943, ocorreu de novo: em troca da construção de um porto em Monróvia pelos americanos, o país permitiu que a empresa Republic Steel, com sede nos Estados Unidos, explorasse suas reservas de ferro, em uma época que a indústria siderúrgica estava em franca expansão no mundo todo.
Apesar de tudo, os lucros obtidos com o comércio de ferro e borracha operaram uma espécie de milagre econômico nos anos 40, o que durante alguns anos aumentou a renda da população, principalmente da classe média. Os novos-ricos passaram a comprar terras em áreas antes habitadas exclusivamente por nativos, o que colaborou para acirrar os conflitos.
“Os membros do governo invariavelmente eram membros da elite formada pelos descendentes de americanos, enquanto 95% da população formada por etnias locais sentia-se marginalzada”, diz Riley. Em 1943, foi eleito presidente o descencente de americanos William Tubman. Ele mudou a Constituição para ficar no poder por sete mandatos consecutivos. Também censurou a imprensa e passou a perseguir os opositores de seu governo. Tubman só deixou o poder em 1971, quando morreu.

Guerra Civil na Libéria.

Em seu lugar, assumiu o vice-presidente William Tolbert, que governou em constante clima de tensão. Em 1980, um grupo de jovens líderes guerrilheiros de várias etnias se uniu para tomar o poder, liderado pelo sargento Samuel Doe, então com 28 anos. De início, o novo governo foi aclamado em praça pública. Mas logo as esperanças de um futuro melhor evaporaram. O novo presidente começou a favorecer os membros da sua etnia, os krahns, em detrimento de todas as outras que conviviam no pequeno país, localizado em uma área do tamanho do estado de Pernambuco. Os grupos dan e mano, habitantes do norte da Libéria, passaram a ser duramente perseguidos. Em 1985, Doe declarou-se vencedor de uma eleição que havia perdido e instituiu uma ditadura.
Um novo golpe de Estado ocorreu na noite de Natal de 1989. As tribos que vinham sendo discriminadas por Doe ocuparam a linha de frente da revolta. No comando, estava Charles Taylor, que havia sido ministro de Doe, e fora afastado por corrupção. Doe foi capturado e morto. Teve início uma guerra civil entre grupos tribais que disputavam o poder, que durou sete anos. Os banhos de sangue só terminaram com a intervenção de tropas internacionais.
A paz, no entanto, durou muito pouco. Em 1996, dissidentes que estavam aquartelados na Guiné invadiram o país. A nova guerra civil finalmente terminou em outubro de 2003, com a eleição de um governo de conciliação nacional e, de novo, com a intervenção militar dos americanos. Em mais de uma década de lutas internas, os assassinatos brutais, as torturas e a destruição de Monróvia enterraram de vez os pilares de liberdade construídos pelos esperançosos ex-escravos americanos que dançaram ao ritmo das grandes potências dos séculos 19 e 20. Desde 1989, quando eclodiu o primeiro conflito, muitos liberianos, como Joseph Morgan, se viram obrigados a deixar sua pátria para salvar a pele, tornando-se refugiados políticos nos países vizinhos, na Europa, ou de volta aos Estados Unidos. Com a economia em frangalhos, a Libéria agora tenta refazer o sonho dos primeiros imigrantes, que tinham orgulho em pronunciar o nome do país, uma homenagem à liberdade.
Fonte:O Fascinante Universo da História

Saara Ocidental - A última colônia africana

Quando a China relembra os treze anos da devolução de Hong Kong ao país – ocorrida em 1º de julho de 1997, após ter sido uma colônia britânica por 156 anos –, na África um pequeno país ainda sonha com a independência. O Saara Ocidental, com seus cerca de 260 mil habitantes, é a última colônia africana.
O local é chamado de Timor Leste da África não à toa. Assim como o Timor, colonizado por Portugal até 1975, o rincão africano foi dominado pela Espanha até o mesmo ano. Após a saída dos colonizadores europeus, ambos foram invadidos pelos vizinhos: a Indonésia, no caso timorense, e o Marrocos e a Mauritânia, no caso saarauí.
A Organização das Nações Unidas marcou um referendo para ambos definirem seu futuro. Mas, enquanto o Timor se decidiu pela independência há cinco anos, o Saara ainda aguarda a realização do plebiscito. Por meio dele deve ser selado o futuro da colônia.

Homem saarauí

Ao abandonar o norte africano, a Espanha deu a dois dos países vizinhos, o Reino do Marrocos e a Mauritânia, respectivamente dois terços e um terço da ex-colônia. A população saarauí, que não foi consultada, resistiu à nova invasão. A Mauritânia desistiu de sua parte devido à custosa guerra que se seguiu com a Frente Polisário, uma abreviação para Frente Popular para a Libertação de Saguia el Hamra e Rio de Oro (regiões do Saara Ocidental). O país assinou um tratado de paz com a guerrilha saarauí em 1979.
O grupo, que declarou a independência do Saara Ocidental em 1973, também resistiu à ocupação marroquina, que se estendeu por todo o território. O Marrocos afirma que as terras são suas e, por isso, tem o direito de explorá-las: elas são ricas em fosfato, cobre, ferro e urânio.
Os combates duraram até 1991, quando a ONU promoveu um cessar-fogo. Os dois lados se comprometeram a participar de um referendo para que a população decida o futuro do Saara Ocidental. O problema é que, desde então, não há acordo sobre quem tem direito a voto. O Marrocos defende que todos os moradores podem votar – o que inclui todos os marroquinos que imigraram para o Saara nos últimos 30 anos (o governo não divulga quantos são). A guerrilha afirma, por seu lado, que quem tem o direito de decidir o futuro do Saara Ocidental são os habitantes originais, que participaram do censo de 1974.

Muro da discórdia

Exército marroquino dividiu o Saara Ocidental em dois

A briga entre a Frente Polisário e o exército marroquino rendeu a construção de um muro e a fuga de milhares de saarauís pelo deserto. A guerrilha diz que os marroquinos usaram até napalm, substância proibida por convenções internacionais, para reprimir a resistência.
Para defender seus interesses econômicos dos ataques da Frente, os marroquinos dividiram o Saara Ocidental em dois, em 1987. A separação foi feita com um muro de 1800 quilômetros e a instalação de mais de 1 milhão de minas terrestres. No lado oeste, que inclui a parte costeira e os campos de exploração de fosfato, fica o território dominado pelo Marrocos. No leste, ficam o Saara profundo, os refugiados e os guerrilheiros.

Fonte: O Fascinante Universo da História

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

15 de Outubro - Dia do Professor - O valor de ser educador

Ofereço esta rosa e poema a todos meus amigos e colegas, pais de meus alunos que também trabalham como professor e a todos os professores deste país.
Ser transmissor de verdades,
De inverdades...
Ser cultivador de amor,
De amizades.

Ser convicto de acertos,
De erros.
Ser construtor de seres,
De vidas.
Ser edificador.
Movido por impulsos, por razão, por emoção.
De sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.
Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais
Para a felicidade dos “seus”.
Ser conquistador de almas.
Ser lutador,
Que enfrenta agruras,
Mas prossegue, vai adiante realizando sonhos,
Buscando se auto-realizar,
Atingir sua plenitude humana.
Possuidor de potencialidades.
Da fraqueza, sempre surge a força
Fazendo-o guerreiro.
Ser de incalculável sabedoria,
Pois “o valor da sabedoria é melhor que o de rubis”.
É...
Esse é o valor de ser educador.


de Maria Darismar Duarte Henes Cortes

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ONU - Novos cinco membros não permanentes


Colômbia, África do Sul, Índia, Portugal e Alemanha foram eleitos nesta terça-feira novos membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
A Colômbia se juntará ao Brasil como um dos países latino-americanos no órgão executivo da ONU. O mandato de um membro não permanente é de dois anos.
Após a eleição, os Estados Unidos saudaram os novos membros. Os Estados Unidos "saúdam a eleição de Colômbia, África do Sul, Índia, Portugal e Alemanha para o Conselho de Segurança. Esperamos trabalhar de maneira construtiva com todos os membros", ressaltou o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.
"Acreditamos que os novos membros trabalharão (...) para contribuir com a efetividade e a eficácia do Conselho e para apoiar seu papel de manutenção da paz e da segurança internacionais", disse Crowley.
O Conselho de Segurança possui quinze membros, cinco deles com direito de veto (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia).
Fonte: AFP

sábado, 25 de setembro de 2010

Enchentes deixam mais de 1,2 milhão de refugiados na Nigéria

As autoridades do estado de Jigawa, no norte da Nigéria, solicitaram ajuda ao Governo central para atender mais de 1,2 milhão de pessoas refugiadas em decorrência das enchentes causadas pela abertura, em agosto, das comportas de duas represas saturadas de água pelas chuvas.
O governador do estado, Sule Lamido, disse hoje à Agência Efe que os danos calculados somam mais de US$ 30 milhões e que necessitam a ajuda do Governo Federal para mitigar com urgência os efeitos.
"As águas caíram em cascata sobre Jigawa", indicou o governador, segundo quem cerca de 90 mil hectares de plantações e 5 mil povoados foram afetados pelas águas, "que destruíram colheitas, animais e casas".
"É uma tragédia grande demais para conduzi-la com os recursos do estado (de Jigawa)", ressaltou Lamido. Segundo ele, tudo ocorreu "sem prévio aviso".
Lamido assegurou que as autoridades estaduais ainda estão "compilando dados para enviá-los ao escritório (em Abuja) do vice-presidente, que estuda o assunto".
As inundações começaram quando no estado vizinho de Kano quando, no mês passado, foram abertas as comportas de duas represas que estavam em perigo de arrebentar devido ao excesso de água acumulada pelas fortes chuvas da temporada.
Fonte: Terra

domingo, 12 de setembro de 2010

Leitura Obrigatória - Para meus alunos, principalmente

Navegando na Net cheguei a um Blog muito interessante denominado História Vermelha e onde me deparo com uma história muito interessante sobre a vida de uma menina de rua.
E a mesma relata sua história... Linda história... De luta, mas principalmente de perseverança e de amor e respeito por si mesma... Só posso amar e respeitar as pessoas quando sinto e faço isso por mim...


Só mais uma brasileira


Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.


Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.


Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.


Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.


Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.


Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.


A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.


As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.


Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.


Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.


Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.


Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.


Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?


Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.


Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.


A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.


Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.


Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.


Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.


Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.


Gisele Antunes Rodrigues


Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SANTA CATARINA: IDS - Índice de Desenvolvimento Social

Expectativa de vida

Santa Catarina apresenta a segunda maior expectativa de vida ao nascer (75,5 anos), perdendo apenas para o Distrito Federal (75,6 anos). A média brasileira alcançou 73 anos, em 2008, enquanto que em países desenvolvidos passa dos 80 anos. O estudo mostra que houve um aumento de seis anos na vida média do brasileiro entre 1992 e 2008. Segundo o IBGE, o aumento está ligado à melhoria nas condições gerais de vida e de saúde da população.
O aumento só não é maior, de acordo com os pesquisadores, devido ao aumento de mortes entre jovens provocadas pela violência.A pesquisa ainda destaca o fato de persistirem as desigualdades regionais, o que reflete diferentes níveis de qualidade de vida da população. Enquanto na Região Nordeste a expectativa de vida era de 70,1 em 2008, no Sul chega a 75 anos.

Homicídios

Santa Catarina apresenta a menor taxa de homicídios do país. O índice representa a relação entre o número de assassinatos e a população total do estado, sendo expressa em homicídios anuais por 100 mil habitantes. Em 2007, o estado apresentou 10,4 homicídios a cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar ficou o Piauí (12,4) e, em terceiro São Paulo (15,4). Já os maiores índices estão em Alagoas (59,5), Espírito Santo (53,3) e Pernambuco (53). Analisando o sexo das vítimas, a taxa de homicídios entre homens catarinenses é de 18,6 e entre mulheres 2,3. Em geral, os homens apresentam valores consideravelmente superiores às mulheres (10 vezes maiores em média).

Acidentes

Se entre homicídios SC está na base da tabela, no que se refere a acidentes de trânsito o estado sobe para o topo. Santa Catarina apresenta a segunda maior taxa de mortes nas estradas - 32,7 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. O índice só fica atrás de Roraima (33,7) e está bem acima da média nacional (20,3). Novamente os homens são as principais vítimas - 53,5 contra 12,1 de mulheres.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera os acidentes de trânsito como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, especialmente entre países desenvolvidos. O crescimento do número de vítima estaria ligado à acelerada urbanização e motorização, não acompanhada na mesma proporção de infraestrutura adequada. O problema, que cresce mundialmente a cada ano, afeta todos os grupos socioeconômicos, com maior frequência os mais pobres, e implica em custos elevados para o sistema de saúde.

Mata Atlântica

Santa Catarina é um dos estados com a maior área remanescente de Mata Atlântica, ficando atrás somente de Minas Gerais e São Paulo. No entanto, o estado também foi um dos mais desmataram entre 2005 e 2008. Nestes período, a área de Mata Altântica catarinense reduziu-se em 260 quilômetros quadrados, extensão menor, em termos absolutos, apenas se comparado a Minas Gerais.

Balneabilidade

A pesquisa ainda avaliou as condições de balneabilidade de algumas praias brasileiras. De Santa Catarina foram analisados os percentuais das praias de Balneário Camboriú, Itapema e Canasveiras, em Florianópolis. Na análise da presença de coliformes fecais, de 2006 a 2008, houve redução dos percentuais nas três praias.
De forma geral, o estudo mostra que as praias mais próximas de portos e centros urbanos, especialmente aquelas em locais mais abrigados e com menor renovação da água (como baias) apresentam a pior qualidade da água. No entanto, para o IBGE, o resultado catarinense reflete a ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto local.

Saneamento

Com relação a coleta de lixo, o estudo traz dados de 2008 que mostram que, na área urbana, 99,7% do lixo é coletado. O pecentual é maior que a média nacional, que chega a 97,8%. Já na área rural, 53,1% dos moradores têm coleta de lixo, enquanto que 44,6% é queimado ou enterrado na propriedade.
Já no que diz respeito a distribuição de água, na área urbana, 92,1% tem ligação com rede de abastecimento e 7,8% obtém a água a partir de poço ou nascente. Na área rural, o percentual de residências ligados à rede de abastecimento de água cai para 12,7%, sendo que 86,7% dependem de poço ou nascente.
No acesso a esgoto, nas cidades, 31,9% das casas estão ligadas à rede coletora, 54,6% usam fossa e 2,7% são lançados nos mares ou rios. Na área rural, apenas 6,1% das residências tem ligação com rede coletora, enquanto que 44,4% usam fossa séptica e 36,1% fossa rudimentar.

Taxa de alfabetização

O estudo conclui que 95,6% da população catarinense com mais de 15 anos de idade é alfabetizada. É um dos percentuais mais altos do país, ao lado do Distrito Federal (96%), Amapá (95,9%) e Rio de Janeiro (95,6%). O levantamento chama a atenção de que se mantém a disparidade entre as taxas de alfabetização entre as regiões brasileiras.
Enquanto que estados como Alagoas, Piauí e Parabaíba apresentam taxas de 74,3%, 75,7% e 76,5%, respectivamente, outros estados tem taxas acima de 95%. Em geral, os brancos apresentam taxas mais elevadas que negros e pardos em todas as unidades da Federação. Além disso, na maioria dos estados das regiões Sudeste e Sul, os homens são mais alfabetizados que as mulheres, ao passo que nos estados das demais regiões a situação é predominantemente contrária.

Escolaridade

O estado também se destaca no índice de escolaridade, que leva em consideração a média de anos de estudo da população com mais de 25 anos de idade. Santa Catarina é o quinto com a maior taxa de escolaridade, com uma média de 7,6 anos de estudo, ficando atrás dos estados do Distrito Federal (9,3), Rio de Janeiro (8,2%), Amapá (8,1%) e São Paulo (8%).
Uma análise geral da escolaridade por sexo, no período de 1992 a 2008, mostra que a partir de 2001 as mulheres passaram a deter maiores médias de anos de estudo. Mas esta conquista ainda não fez as mulheres alcançarem os homens nos salários, em 2008, em média, o rendimento mensal das mulheres foi de R$ 814, enquanto que o dos homens chegou a R$ 1.204.

Pesca

O estado também aparece como líder nacional na produção de pescado. Em 2007, os catarinenses pescararm 184.493,5 toneladas de peixe, sendo 149 mil toneladas de origem marinha e 568 toneladas de origem continental (em rios e lagoas). Na aquicultura, foram criadas 11,8 mil toneladas de pescado em área marinha e 22,9 mil toneladas no continente. Em segundo lugar nacional está o estado do Pará, com total de 129,8 mil toneladas.
Em nível nacional, o estudo chama a atenção para a estagnação verificada na pesca extrativista pode ser um sinal de esgotamento dos recursos pesqueiros. Outro fator que a pesquisa destaca é a destruição dos manguezais e lagunas, além da crescente poluição dos estuários. "A destruição destes ambientes, juntamente com a sobrepesca, ameaçam o futuro da pesca extrativa marinho", alertam os pesquisadores.

PIB per capita
Santa Catarina apresenta o quinto maior PIB per capita do país e o maior da região Sul. A taxa indica o nível médio de renda da população. O PIB per capita catarinense é de R$ 17.834, ficando atrás do Distrito Federal (R$ 40.696), São Paulo (R$ 22.667), Rio de Janeiro (R$ 19.245) e Espírito Santo (R$ 18.003). O PIB per capita é normalmente utilizado como um indicador do ritmo de crescimetno da economia. Nos últimos 14 anos, o índice brasileiro passou de R$ 4.441 (1995) para R$ 5.405 (2007), um aumento de 21,7%.


Fonte: DC. Disponível em http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3025480.xml. Acesso em 01/09/2010

Shenzhen:Cidade que abriu economia de mercado na China completa 30 anos

A cidade de Shenzhen, construída há 30 anos praticamente do nada pela China para testar nela a economia de mercado, comemora nesta segunda-feira seu 30º aniversário com um ato do qual participou o presidente Hu Jintao, informou a agência oficial Xinhua.
A cidade de quatro milhões de habitantes, que há três décadas era um povoado de pescadores, é hoje sede de grande parte da indústria tecnológica chinesa, tanto nacional como das multinacionais que investem no gigante asiático.
No ato comemorativo, o secretário do Partido Comunista em Shenzhen, Wang Rong, destacou que a cidade continuará desempenhando o papel de pioneira no desenvolvimento da China, assim como de "vanguarda do desenvolvimento científico do país".
Deng Xiaoping, pai da reforma e abertura econômica da China, decidiu no começo dos anos 80 testar de forma experimental as regras do mercado capitalista em Shenzhen.
O lugar escolhido não foi casual, e se baseou no fato de que era a localidade mais perto da então colônia britânica de Hong Kong, um dos centros de ponta das finanças e do comércio da Ásia Oriental.
Em três décadas, a cidade se transformou em uma urbe de arranha-céus, dedicada quase plenamente à indústria da exportação - especialmente no setor tecnológico - e uma das regiões com maior nível de renda do país.
Este ano, Shenzhen ocupou muitas páginas nos jornais chineses porque foi ali que aconteceu a alarmante onda de suicídios nas fábricas do multinacional tecnológica taiuanesa Foxconn.
Esta onda de suicídios levou a China a reconsiderar as condições de trabalho de seus operários nas fábricas do país, muitas delas destinadas à exportação de produtos para todo o planeta e onde costumam predominar os longos horários e os baixos salários.

domingo, 5 de setembro de 2010

Preserve-a... Não só hoje...


Será?????????? Serra é isso mesmo???

As imagens não podem mentir... Ou podem????
Serra é feio mentir...

Vídeo - Moldávia

Moldávia: ex-república soviética

País da Europa Oriental. Situa-se a sul das montanhas dos Cárpatos e cobre a parte sudoeste da Plataforma Russa. Faz fronteira com a Ucrânia, a norte, sul e este, e a Roménia, a oeste. A área total da Moldávia é de 33 843 km2.
As principais cidades são Chisinau, a capital, com 708 000 habitantes (2004), Tiraspol (211 800 hab.), Balti (176 500 hab.) e Bendery (Tighina) (145 900 hab.).
Tem uma rede bem desenvolvida de canais fluviais. O solo é rico e fértil. O Norte e o Centro do país estão cobertos de floresta.

Clima
País da Europa Oriental. Situa-se a sul das montanhas dos Cárpatos e cobre a parte sudoeste da Plataforma Russa. Faz fronteira com a Ucrânia, a norte, sul e este, e a Roménia, a oeste. A área total da Moldávia é de 33 843 km2.
As principais cidades são Chisinau, a capital, com 708 000 habitantes (2004), Tiraspol (211 800 hab.), Balti (176 500 hab.) e Bendery (Tighina) (145 900 hab.).
Tem uma rede bem desenvolvida de canais fluviais. O solo é rico e fértil. O Norte e o Centro do país estão cobertos de floresta.

Economia
Depois de 1996, a Moldávia registou uma retoma no seu crescimento económico. O facto relaciona-se, por um lado, com o incremento da agro-indústria e, por outro, com o aumento das exportações na sequência da abertura de trocas com a Rússia. As suas principais produções agrícolas são a beterraba açucareira, as uvas, o milho, o trigo, as batatas e as maçãs. No sector industrial, salientam-se as indústrias alimentares, as metalomecânicas e as têxteis. Os principais parceiros comerciais da Moldávia são a Rússia, a Ucrânia, a Roménia e a Bielorrússia.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 1,5.

População
A Moldávia tem uma população de 4 466 706 habitantes. A taxa de natalidade é de 15,7%o e a taxa de mortalidade é de 12,64%o. A esperança média de vida é de 65,65 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,700 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,697 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 4 780 000 habitantes. Etnicamente, a população compõe-se de moldavos (65%), ucranianos (14%), russos (13%), entre outros. Os ortodoxos orientais são a religião predominante. A língua oficial é o romeno.

História
A Moldávia chegou a ocupar uma área que hoje está dividida entre a própria Moldávia e a Roménia actual. Entre os séculos XIV e XVI esta região fez parte do Império Otomano. A parte oriental, a Bessarábia, foi administrada pela Rússia entre 1812 e 1917 tendo sido apoderada pela Roménia, uma acção contestada pelo governo soviético. Em 1924 a União Soviética estabeleceu a República Socialista Soviética Autónoma da Moldávia. Antes e depois da Segunda Guerra Mundial, esta república foi bastante sovietizada. A agricultura foi colectivizada, as empresas foram nacionalizadas e tanto russos como ucranianos estabeleceram-se na república. Entre 1941 e 1944, a Bessarábia voltou à posse da Roménia, e, neste ano, as tropas russas devolveram o território à Moldávia. A então República Socialista teve um grande crescimento urbano e industrial nos anos 50.
A Glasnost e a sua política de liberalização de vários aspectos da vida soviética, como a introdução de uma crescente liberdade de expressão e de informação e de uma abertura às relações com países do ocidente, fez ressurgir na Moldávia o nacionalismo nos anos 80. Aumentou a pressão no sentido de uma reforma da língua, apelou-se para uma versão do cirílico para o alfabeto latino. Em 1988 o movimento de apoio à Perestroika fundou a Frente Popular Moldaviana e persuadiu o governo da república a instaurar o romeno como língua do Estado e a reinstaurar o alfabeto latino como a escrita original. Esta proposta provocou reacções negativas junto dos especialistas da língua russos e motivou uma campanha de autonomia da minoria turca que reside no sudoeste da Moldávia que fala o gagau. Em Novembro de 1989 os radicais da Frente Popular tentaram fazer explodir uma bomba de petróleo no Ministério do Interior situado no centro da capital. Seguiram-se distúrbios nas ruas de Chisinau, conflitos interétnicos que levaram à instalação do estado de emergência, só superado pelo diálogo. Em Junho de 1990 foi declarada a soberania. A região sudoeste e a centrada em redor da cidade de Tiraspol formaram oficiosamente uma república para se defenderem do nacionalismo moldavo. Em Março de 1991, a república boicotou o referendo para a preservação da União Soviética o que ainda veio a piorar os conflitos interétnicos. Em Agosto de 1991, a Moldávia declarou a independência da União Soviética e adoptou o romeno como língua oficial.
Depois de 1996, a Moldávia registou uma retoma no seu crescimento económico. O facto relaciona-se, por um lado, com o incremento da agro-indústria e, por outro, com o aumento das exportações na sequência da abertura de trocas com a Rússia.

Vídeo - Ucrânia

Ucrânia: ex-república soviética

A Ucrânia era uma das 15 repúblicas que integravam a antiga União Soviética (1922-1991), tornando-se independente após a sua dissolução.

Área: 603.700 Km2
Localização geográfica: Centro – Leste de Europa

Limites:
Ao norte a Ucrânia faz fronteira com a Bielorússia; a nordeste e leste com a Federação Russa; a sudoeste com Roménia, Moldávia e Hungria; a oeste com a Eslováquia e a Polónia. Ao sul a Ucrânia é banhada pelo Mar Negro e pelo Mar de Azov. A extensão de suas fronteiras é de 6.500 km, incluindo 1.050 km de fronteiras marítimas.

População: 47,4 milhões (estimativa de 2004)
Capital: Kyiv (2,6 milhões)

Cidades principais:
- Kharkiv (1,6 milhões)
- Dnipropetrovsk (1,2 milhões)
- Odesa (1,2 milhões)
- Donetsk (1,1 milhões)
- Lviv (0,8 milhões)

Língua oficial:Ucraniana
Moeda:Hryvnya (URN)
PIB:US$ 59 bilhões (2004)
Religião: Cristianismo (ortodoxos – maioria, católicos), Judaísmo e Islâmico (minoria)

História
Primeiro Reino Eslavo. A região era habitada desde o neolítico por povos eslavos. Entre eles destacam-se os ucranianos (rutenos), um povo com civilização e língua própria. No século VI d.C. assistiu-se à formação de alianças entre os grandes senhores da região. No fim do século IX, durante o reinado do príncipe Oleg (879-912), os principados de Kiev e Novgorod uniram-se, formando-se um poderoso reino eslavo, com sede em Kiev, o mais antigo de toda a Rússia. O cristianismo foi introduzido por Vladimir Baroslof (980-1015), príncipe de Keiv, tendo-o declarado religião oficial em 988. Este reino atingiu um enorme esplendor entre os séculos X e XII, Ainda hoje existem diversas igrejas e mosteiros datadas deste período.

Desagregação. Os Mongóis conquistam-no no século XIII, sendo depois dominada pelos lituanos entre o século XIV e 1569, quando passou para o domínio dos polacos, mas também dos russos. Em 1654, o "hetman" da Ucrânia, Bogdan Khmelnitski, fez um acordo (Rada) com o czar russo, que levou à adesão de parte significativa do território actual da Ucrânia à Rússia. No reinado de Catarina II, na segunda metade do século XVIII, Moscovo conquistou o Sul da Ucrânia ao Império Otomano. Entre os militares ao serviço da Rússia que conquistaram praças como Ismail e Otchakov, estavam oficiais portugueses, nomeadamente Gomes Freire de Andrade. Enquanto as partes central e oriental da Ucrânia iam sendo integradas no Império Russo, recebendo o nome de Pequena Rússia, a parte ocidental era dividida entre países vizinhos a Ocidente como a Hungria, a Polónia e a Áustria.

Nacionalismo. No século XIX, na cidade de Lviv (Lemberg) desenvolve-se uma forte movimento cultural em torno da causa da independência da Ucrânia.

Curta independência. No final da 1º. Guerra Mundial, em 1917, deflagra a guerra entre ucranianos e nacionalistas. Logo após a queda do império russo e do austríaco, a Ucrânia torna-se num Estado independente, uma república popular, dirigida pelo nacionalista Vladimir Gruchevski, tendo durado apenas alguns meses.
Em 1919 foi invadido a leste pela Rússia, e em 1920 a oeste pela Polónia, que controla uma parte do seu território até 1939.

Domínio Soviético. A partir de 1922 a Ucrânia torna-se numa das 15 Repúblicas da antiga União Soviética (1917-1991). Entre 1932 e 1933 a maioria dos camponeses são expropriados devido à colectivização forçada das suas terras decretada por Estaline, sendo mortos cerca de 7 milhões de ucranianos. Em 1939, os territórios anexados pela Polónia voltam de novo a ser integrados na Ucrânia. Durante a II Guerra Mundial, os alemães ocupam a Ucrânia entre 19 de Setembro de 1941 e 6 de Novembro de 1943, morrendo cerca de 7,5 milhões de ucranianos (25% da população). Em 1956, o então dirigente comunista soviético Nikita Khrutchov, decidiu tirar a Península da Criméia à Rússia e oferecê-la ao seu país de origem, estabelecendo desta forma as suas fronteiras actuais. As regiões orientais e centrais do país, transformaram-se em grandes centros mineiros e industriais (dois terços da indústria ucraniana estão aí concentrados ainda hoje), enquanto a parte ocidental permaneceu mais rural e pouco desenvolvida. A primeira está muito marcada pela influência russa, a segunda pela influência ocidental. Ao longo das décadas seguintes aumentou os sinais de descontentamento da população face ao domínio da União Soviética.
Ainda parte da União Soviética, em Abril de 1986 a Ucrânia foi vítima de uma das maiores catástrofes da história: a explosão da usina nuclear de Chernobyl, que espalhou uma nuvem de poluição e radiação para grande parte do território oriental europeu, além de ainda afectar até hoje a região.

Independência e Democracia. Depois da tentativa de golpe de 19 de Agosto de 1991 contra o presidente da URSS, Mijail Gorbachov, a Ucrânia proclamou a sua independência, decisão que foi rectificada por referendo a 1 de Dezembro de 1991, por 93% dos ucranianos. Ainda em Dezembro de 1991 adere à Comunidade de Estados Independentes (CEI). Leonid Kravchuk foi o primeiro presidente do novo país, sucedendo-lhe em 1994 Leonid Kuchma. A 9 de Novembro de 1995 adere ao Conselho da Europa. Após a independência e desintegração da URSS, as indústrias mineira, pesada e militar ucranianas entraram em crise. O desemprego atingiu níveis muito elevados. Nas regiões ocidentais, a crise foi mais profunda e longa, obrigando milhões de ucranianos a emigrar para a Europa e Estados Unidos. No meio de grandes conflitos sociais, a 28 de Junho de 1996, o parlamento aprovou a nova Constituição, instituindo um poder presidencial muito forte. O poder executivo é exercido pelo presidente, o primeiro-ministro e os respectivos ministros. O poder legislativo pertence à Rada (Parlamento) com 450 deputados, eleitos por quatro anos (metade por listas de partidos e metade por circunscrições maioritárias).

sábado, 4 de setembro de 2010

Vídeo - Minsk - capital da Bielorrússia

Bielorrússia: ex-república soviética


País do leste da Europa. Situado na Planície do Norte da Europa, abrange uma área de 207 600 km2. A Bielorrússia encontra-se limitada pela Letónia, a norte, pela Rússia, a leste, pela Ucrânia, a sul, pela Polónia, a oeste, e pela Lituânia, a noroeste. As principais cidades são Minsk, a capital, com 1 695 000 habitantes (1995), Brest, Homel (514 000 hab.), Orsha e Mahilyow (366 000 hab.).

Clima
O clima é continental, com invernos frios e verões amenos e chuvosos.

Economia
A maior parte do território do país encontra-se ocupado por florestas. Em termos agrícolas, as culturas dominantes são a batata, a beterraba, o linho, os legumes, o trigo e as frutas. A Bielorrússia é pobre em recursos minerais, embora tenha depósitos consideráveis de potássio. Existem algumas reservas de petróleo e de gás natural. A indústria engloba a produção de fertilizantes químicos, materiais de construção, plásticos, papel, tecidos, receptores de televisão e de rádio, computadores, relógios, bicicletas e tractores. Os principais destinos das são a Rússia, a Ucrânia, a Polónia e a Alemanha, e são constituídas, sobretudo, por camiões, fibras sintéticas, frigoríficos, pneus e fertilizantes.

População
A população da Bielorrússia é de 10 293 011 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade de 49,62 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 11,16%o e 14,02%o, o que implica uma tendência para a diminuição da população, que, em 2025, se estima que atinja 10 135 000 habitantes. A esperança média de vida é de 69,08 anos. Os bielorrussos representam 78% da população, seguindo-se-lhes os russos (14%) e os ucranianos (3%). A religião com maior expressão é o cristianismo ortodoxo. A língua oficial é o bielorrusso embora o russo também seja falado.

História
No século XIII, o que hoje corresponde à Bielorrússia foi incorporado na Lituânia e, em 1569, foi unido à Polónia. No século XVIII, com as três partições da Polónia, a Rússia conquistou todo o território a que deu o nome de Bielorrússia. Até ao século XIX a região não se desenvolveu economicamente. Entre 1918 e 1921, o país foi disputado entre a Alemanha, o Governo Bolchevique russo e a Polónia. Algumas regiões ocidentais acabaram por ser cedidas à Polónia pelos Bolcheviques. Entretanto, em 1919, a Rússia proclamou a República Socialista Soviética da Bielorrússia que, em 1922, passou a integrar a União Soviética. Nas décadas de 1930 e de 1940, o país assistiu a uma forte industrialização. No final da Segunda Guerra Mundial o país atravessou uma situação de extrema pobreza, para além dos mortos causados pela guerra. Nessa altura, o Governo soviético reconquistou as zonas ocidentais que se encontravam sob a administração polaca desde 1921. Imediatamente a seguir, o território assistiu a uma reconstrução maciça. A partir da década de 1980, a autoridade central da União Soviética começou a enfraquecer e, em Julho de 1990, a Bielorrússia declarou a sua soberania e, consequentemente, a independência, em Agosto de 1991. Com o desmembramento da União Soviética em Dezembro do mesmo ano, o país conquistou a independência total. Ainda em 1991, passou a integrar a Comunidade de Estados Independentes (CEI).


Digam NÃO à inquisição estadunidense

Quando a guerra é apresentada como uma tarefa humanitária, a justiça e todo o sistema jurídico internacional estão de pernas para o ar: o pacifismo e o movimento contra a guerra são criminalizados. Opor-se à guerra converte-se num ato criminoso.

A mentira deve ser exposta como aquilo que é e faz.

Aprova a matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças.

Destroi famílias e pessoas. Destroi o compromisso das pessoas com os seus semelhantes.

Impede as pessoas de expressarem a sua solidariedade com os que sofrem. Defende a guerra e o estado policial como a única via.

Destroi o internacionalismo.

Romper com a mentira significa romper com um projeto criminoso de destruição global, onde a procura do lucro é a sua força primordial.

Este lucro incentiva a agenda militar, destrói valores humanos e transforma as pessoas em zumbis inconscientes.

Vamos inverter a maré.

Desafio aos criminosos de guerra em altos cargos e nas poderosas corporações e grupos de pressão que os apoiam.

Fim da inquisição estadunidense.

Fim da cruzada militar Estados Unidos-Otan-Israel.

Encerramento das fábricas de armas e das bases militares.

Retirada das tropas.

Os membros das Forças Armadas devem desobedecer às ordens e recusarem-se a participar numa guerra criminosa.


Parte do artigo "Preparar a 3ª Guerra Mundial: Objetivo I rã, de Michel Chossudowsky, professor emérito da Universidade de Ottawa, Canadá.

O texto completo foi publicado em www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=20403

OBAMA DECLARA: IRÃ TEM PRAZO ATÉ 9 DE SETEMBRO

Atacar o Irã: erro iminente
Escrito por Ruqayyah Shamseddine

A partir de 1945, os EUA já tentaram derrubar pelo menos 50 governos estrangeiros – incluída a última tentativa, em curso, de derrubar o governo eleito do Irã. Essa vergonhosa estatística não é resultado apenas de má política externa; quando o presidente Obama assinou a decisão e converteu em lei, dia 1/7/2010, as sanções contra o Irã, não cometeu erro de desatenção, nem errou por descuido. A política externa dos EUA pode ser comparada à ação de um assassino serial.

Estrangulamento econômico e agressão militar contra o Irã

As sanções agem em silêncio, mas são terrivelmente mortíferas. Matam combatentes e não-combatentes indiscriminadamente e covardemente. Basta ver as sanções que os EUA impuseram ao Iraque: o pesquisador Richard Garfield estima que "pelo menos 100 mil ou, em avaliação mais rigorosa, mais de 220 mil recém-nascidos e bebês morreram, no Iraque, entre agosto de 1991 e março de 1998, por causas motivadas ou diretamente relacionadas às sanções econômicas".

O governo Obama divulgou as sanções econômicas dos EUA contra o Irã como se fossem medidas "pacíficas" – tentativa pacífica de asfixiar a economia iraniana, cujo único objetivo era tentar pacificamente paralisar o país. Não bastasse, no final de junho, cerca de uma dúzia de navios de guerra dos EUA e pelo menos uma corveta israelense cruzaram o Canal de Suez seguidas de três esquadras navais – em ato flagrante de provocação e tentativa de intimidação, que veio coordenado com agressiva retórica imperialista.

Dia 1º de agosto, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-maior do exército dos EUA, disse que os EUA têm planos prontos para atacar o Irã. Falando no domingo ao programa "Meet the Press" da rede NBC, Mullen disse que "as opções militares estavam sobre a mesa e continuam sobre a mesa. Espero que não cheguemos até lá, mas é opção importante e é opção já bem compreendida".

Grande número de jornalistas, dos mais bem qualificados aos inqualificáveis, tem se dedicado a converter a Resolução n. 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA em petulante brincadeira de desocupados; convertendo o que bem poderia ser uma avalanche de repúdio nascida da opinião pública norte-americana em retórica a mais oca, para assim suavizar o que jamais deixou de ser manobra política de alto conteúdo tóxico.

O corpo de jornalistas-correspondentes dos grandes jornais já nem fala do número de baixas na população civil, na pobreza e na sub-pobreza em que naufragam os territórios palestinos ocupados pela entidade sionista ou da grotesca cumplicidade entre regimes ocidentais. Nada disso. A cobertura que a imprensa, jornais e televisão, oferece da invasão, nos dois casos, tanto no Iraque quanto no Afeganistão, começou com algum alarido e rapidamente se converteu em sussurro, para só reaparecer, sempre tímida, quando clamam aos céus as cinzas de grande número de mortos ou acontece algum aniversário ‘histórico’ sem importância alguma.

Se, ou quando, o Irã for militarmente agredido, não será diferente.

A Câmara de Deputados dos EUA ‘exige’ guerra

A Resolução 1.553 da Câmara de Deputados dos EUA não finge nem tenta fingir que ‘anseia’ por alguma paz. Sua razão de ser vem explícita, jogada à cara do mundo:

"Expressamos integral apoio ao direito do Estado de Israel (...) de usar todos os meios necessários para enfrentar e eliminar a ameaça que vem da República Islâmica do Irã, inclusive o direito de usar força militar",

Os deputados republicanos dos EUA deram carta branca a Israel, hoje envenenada e que pode, em breve, estar também encharcada de sangue; o Estado sionista recebeu luz verde e os deputados dos EUA lhes gritam "Abrir fogo!".

Independente do que o conjunto hoje hegemônico de pseudo-intelectuais e políticos queira fazer crer ao mundo, Israel não tem qualquer preocupação com a opinião pública, sempre que se trata de agir ao arrepio da lei internacional e de qualquer lei. Incontáveis vezes, sempre e sempre, Israel já deu provas de que sua agenda está acima de qualquer lei, e ninguém, até hoje, conseguiu levar o regime sionista às barras de algum tribunal, ou obrigá-lo a prestar contas de uma lista-de-lavanderia de crimes de guerra contra o povo palestino e o povo libanês. Israel não é Estado de Direito e jamais obedeceu a lei alguma, sempre em conluio com seu parceiro de crimes, os EUA.

As forças de ocupação israelenses já treinam para atacar o Irã .

Dia 30 de julho, a mídia em Israel noticiou que as Forças de Ocupação Israelenses estavam em "treinamento militar na Romênia, em terreno montanhoso e de cavernas, semelhante aos túneis de montanha nos quais o Irã enterrou suas instalações nucleares. Seis aviadores israelenses morreram em acidente com um helicóptero Sikorsky "Yasour" CH-53 nas montanhas dos Cárpatos romenos, na 2ª-feira, 26/7. O acidente ocorreu na fase final de exercício conjunto de três exércitos, EUA-Israel-Romênia (1), em que se simulava um ataque ao Irã".

A rede PressTV libanesa noticiou, dia 1º/8, que Israel ameaça abertamente bombardear as instalações nucleares iranianas há anos, mas

"a probabilidade de ataque desse tipo aumentou significativamente, dada a crescente impaciência de Telavive com as sanções do Conselho de Segurança da ONU e dos EUA e outras medidas assemelhadas adotadas unilateralmente pelos EUA e pela União Européia, que até agora não apresentaram o resultado esperado de alterar a posição de Teerã, de defender seu programa nuclear para fins pacíficos".

Ouvem-se mais altos os tambores de guerra e o sinal é mais claro

Senadores dos EUA declararam, em uníssono, que as sanções contra o Irã não impedirão a República Islâmica de perseverar em suas "ambições nucleares" – em termos que leigos entendam: os políticos norte-americanos ‘exigem’ que o Irã pare de fazer o que o Irã já declarou incontáveis vezes que não está fazendo. Se o Irã não parar de fazer o que não está fazendo (ou seja, fabricando bombas atômicas etc.), haverá conseqüências, incluído aí um cenário de Apocalipse, que interessa muito, é claro, a Israel.

Do senador dos EUA Joseph "Bombardeiem o Irã" Lieberman:

"Considero profundamente importante que a liderança iraniana fanática entenda que falamos muito sério sobre o programa de bombas atômicas deles, e se dizemos que não aceitamos que o Irã se torne nuclear, não aceitamos e não aceitaremos – e podemos e faremos qualquer coisa para impedir que o Irã se torne nuclear.

Depois virão as sanções, sanções violentas, sanções econômicas. Francamente, é a última chance que damos ao Irã de poupar o mundo inteiro, inclusive os EUA, de terem de tomar uma dura decisão entre permitir um Irã nuclear e usar nosso poder militar para impedir que continuem nucleares".

Do senador dos EUA Evan Bayh:

"Temos de considerar a opção final, o uso da força para impedir o Irã de construir uma arma nuclear".

De Leon Panetta, diretor da CIA:

"Acho que as sanções terão algum impacto (...) Mas afastarão o Irã de suas ambições de alcançar capacidade nuclear? Provavelmente, não".

Na reunião do G8, em julho, o presidente Obama declarou que o Irã teria prazo até setembro para aceitar as propostas internacionais que visam a impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares. SETEMBRO é o prazo final.


Os EUA não agirão sozinhos em guerra contra o Irã, nem nada leva a crer que os EUA declararão guerra ao Irã. Israel, que já provou sobejamente apoio integral ao terrorismo imperialista, terá a tarefa de acender o pavio. Afinal de contas, quem impedirá a entidade sionista ilegal de fazer no Irã o que já fez no Líbano e em Gaza e faz em cada precioso palmo da terra palestina ocupada?


O Irã já se manifestou claramente, sem meias palavras, como tantas outras vezes. O embaixador do Irã à ONU, Mohammad Khazai, já disse que "se o regime sionista cometer qualquer agressão em território do Irã, incendiaremos todo o front dessa guerra que eles inventaram, e Telavive arderá".


9 de setembro está perto e logo saberemos se Israel e EUA cumprirão, ou não, suas muitas ameaças. Todas as guerras provocadas por Israel ao longo de sua história de perversidades foram guerras de agressão ditas ‘preventivas’. O tempo dirá se tentarão acrescentar o Irã, como mais uma marca em pistola de matador. Se tentarem, saberão: foi a última vez.


http://www.institutojoaogoulart.org.br/noticia.php?id=1933
Fonte: Blog Evoluindo sempre

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dando risadas - Politicamente...


Dando um tempo... Pérola do Enem - Pensando na Semana da Pátria


"Imaginem a bandeira do Brasil.
O azul representa o céu, o verde representa as matas, e o amarelo o ouro.
O ouro já foi roubado e as matas estão quase se
indo.
No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira."

(Ainda bem que temos aquela faixinha onde
está escrito "Ordem e Progresso".)

Vídeo - Lituânia

Lituânia: ex- república sovética

País do nordeste da Europa. A Lituânia, um dos chamados Estados Bálticos, faz fronteira com a Letônia, a norte, a Bielorrússia, a leste e a sudeste, a Polônia, a sul, e o enclave de Kaliningrado (Rússia), a sudoeste, e é banhada, a oeste, pelo mar Báltico. Possui uma área de 65 200 km2. As cidades mais importantes são Vilnius, a capital, com 544 000 habitantes (2004), Kaunas (380 100 hab.), Klaipeda (193 500 hab.), Siauliai (134 300 hab.), Panevezys (120 100 hab.) e Alytus (71 700 hab.).

Clima

O clima é de transição entre o clima temperado marítimo e o clima temperado continental. A precipitação ocorre durante todo o ano mas os valores máximos registam-se no verão.


Economia

Embora, a partir da década de 1940, a Lituânia se tenha industrializado rapidamente, a economia continua a ser tradicionalmente agrícola. As culturas dominantes são a batata, o trigo, a cevada, a beterraba, o centeio e a couve e destinam-se, sobretudo, ao mercado russo. O país depende das importações de matérias-primas e de combustíveis. As principais produções industriais são os produtos alimentares, os têxteis e as confecções, os produtos químicos e os lanifícios. Grande parte das exportações é constituída por maquinaria e produtos alimentares. Os principais parceiros comerciais da Lituânia são a Rússia, a Alemanha, a Bielorrússia e a Polónia.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 3,8.


População

A população é de 3 610 535 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 55,16 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 10%o e 12%o. A esperança média de vida é de 74,2 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,824 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,823 (2001). Estima-se que, em 2025, a população diminua para 3 519 000 habitantes. As principais etnias são a lituana (81%), a russa (8%) e a polaca (7%). A religião com maior expressão é o catolicismo (79%). A língua oficial é o lituano.


História

Em 1386, o grão-duque lituano tornou-se rei da Polônia e, por isso, os dois países formaram o Império Polaco-Lituano Católico Romano, durante cerca de 400 anos. Com as invasões alemãs, suecas e russas, o império entrou em declínio e, em 1795, com a Terceira Partição da Polônia, a Lituânia passou para o domínio russo. No século XIX, a resistência levou a revoltas camponesas, a uma emigração maciça para a América do Norte e ao despontar de um movimento nacionalista que se manteve ativo até à década de 1950. Em 1918, enquanto o território se encontrava ocupado pelos alemães, a população proclamou a independência. Depois de várias lutas entre os russos bolcheviques, os polacos e os lituanos, em 1920, a União Soviética assinou um tratado de paz com a Lituânia e tornou-a independente. Nesse ano, subiu ao poder um governo democrático de coligação mas, em 1926, um golpe militar pôs fim à democracia parlamentar. Em 1939, o país foi obrigado a aceitar a instalação de bases militares soviéticas no seu território e, no ano seguinte, o Exército Vermelho Soviético ocupou a Lituânia, que passou a integrar a União Soviética. A Alemanha nazista ocupou o território entre 1941 até o Exército Vermelho libertar o território, em 1944. Nos anos seguintes, a economia nacional foi coletivizada e seguiu, assim, os padrões soviéticos.
Quando Mikhail Gorbachev começou a liberalizar o regime soviético, em meados da década de 1980, o nacionalismo lituano ressurgiu. Em 1990, o país declarou a independência e, um ano mais tarde, alcançou a independência total. Atualmente, as escolhas econômicas da Lituânia revelam uma certa contradição, pois as privatizações excluem setores estratégicos, como os transportes, a energia, as comunicações e os portos.
A Lituânia aderiu formalmente à União Europeia no dia 1 de Maio de 2004 numa cerimônia realizada em Dublin.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Letônia - ex-república soviética

Independente durante vinte anos apenas, de 1920 a 1940, a Letônia tornou-se a república mais industrializada da União Soviética e só recuperou sua autonomia em 1991, pouco antes da dissolução da União Soviética.
A Letônia situa-se na margem oriental do mar Báltico, no noroeste da Europa, com um território de 64.610km2. Limita-se a leste com a Rússia e a Bielorrússia, ao norte com a Estônia e ao sul com a Lituânia. A capital é Riga, localizada no golfo de mesmo nome.

Geografia física

O território letão, plano e de baixa altitude, apresenta maior elevação na região leste. Os principais acidentes geográficos são colinas, lagos e lagoas, formados no período glacial. O país é atravessado pelo rio Dvina (Daugava), que desemboca em Riga. O clima é frio oceânico, com chuvas anuais de 550-600mm. A vegetação característica da Letônia são as florestas mistas.

População

Os letões constituem mais de cinqüenta por cento da população, formada ainda por russos e, em menor proporção, bielorrussos, ucranianos, poloneses e outros. A língua oficial é o letão, que pertence ao subgrupo báltico da família lingüística indo-européia. Quase toda a população é cristã, com cerca de três quartos de luteranos e o restante de católicos. Além da capital, as cidades mais importantes são Daugavpils, Liepaja e Jelgava.

Economia

Na indústria letã destacam-se a metalurgia, a produção de eletrodomésticos, instrumentos agrícolas e máquinas, e o processamento de alimentos. O setor agropecuário é especializado em derivados de leite e carne. O plantio de cereais ocupa dois terços das terras aráveis e a forragem o restante. A Letônia dispõe de adequada rede de comunicações de todo tipo e conta com dois portos marítimos, Riga e Ventspils, de grande importância comercial.

Instituições políticas

A Letônia é uma república parlamentarista multipartidária, desde que se separou da União Soviética. Tem um só órgão legislativo, o Conselho Supremo, com cem membros eleitos por voto direto. Divide-se em quarenta distritos administrativos.

História

Até o isolamento provocado pela expansão eslava no século VII, o território letão foi ocupado por povos que tiveram contato comercial com o mundo mediterrâneo. Os escandinavos chegaram à região no século IX, e nos dois séculos seguintes a Letônia viveu sob pressão dos russos e suecos. No século XII os alemães iniciaram a evangelização da Livônia, nome que deram à região norte. No século seguinte, a Ordem dos Cavaleiros do Gládio, que se fundiu em 1237 com a Ordem Teutônica, subjugou todos os príncipes letões.

Em 1561, o território letão foi submetido à coroa polonesa e dividido em Curlândia e Livônia. Em 1621 a Suécia conquistou Riga e, em 1629, a maior parte da Livônia. A dominação russa começou em 1710, com Pedro I o Grande, e se completou no final do século XVIII. O nacionalismo letão despertou no século XIX e se intensificou na revolução russa de 1905. Durante a primeira guerra mundial, os alemães ocuparam o país, mas, depois da revolução bolchevique, a Letônia foi objeto de disputa entre alemães e soviéticos e grupos nacionalistas. Em 11 de agosto de 1920, a União Soviética aceitou o governo nacionalista de Karlis Ulmanis, firmou um tratado de paz com a Letônia e reconheceu sua independência.

Em 1940, durante a segunda guerra mundial, o Exército soviético conquistou e anexou a Letônia. Em julho de 1941, os alemães ocuparam os estados bálticos, retomados pelo Exército Vermelho em 1944. A partir de então, a Letônia tornou-se uma das 15 repúblicas soviéticas. A independência, proclamada em 21 de agosto de 1991, foi reconhecida por Moscou em 6 de setembro de 1991.

Vídeo montagem- Estônia

Estônia - ex-república soviética

A história da Estônia registra sucessivas lutas pela independência, conquistada em 1918, perdida em 1940 para os soviéticos e plenamente recobrada em 1991.

Situada na região nordeste da Europa, a Estônia ocupa uma área de 45.226km2 e se limita ao norte com o golfo da Finlândia, a leste com a Rússia, a oeste com o mar Báltico e ao sul com a Letônia. Compreende uma parte continental e cerca de 800 ilhas.

Geografia física

A paisagem da Estônia mostra traços da atividade glacial do pleistoceno. O sul do país é recoberto por morainas; na parte central abundam as montanhas glaciais, de cimos achatados. Há muitos lagos e a maioria dos rios deságua no golfo da Finlândia; outros no lago Peppus, na fronteira com a Rússia, e os demais no golfo de Riga. Nas grandes florestas vivem cerca de sessenta espécies de mamíferos, entre eles alces, veados, cervos, porcos selvagens, ursos e linces.

A Estônia tem clima continental temperado, propício à agricultura. As temperaturas mais baixas ocorrem em fevereiro, quando chegam a -6 C; em julho, as temperaturas máximas chegam até 17 C. A precipitação anual média é de 570mm.

População

Os estonianos, que falam uma língua pertencente ao ramo báltico-finlandês do grupo uralo-altaico, constituem cerca de três quintos da população. Os russos formam um terço. Há ainda minorias ucranianas, finlandesas e bielorussas.

Economia

O principal recurso mineral é o xisto, cuja extração e processamento emprega boa parte do operariado industrial do país. O xisto é usado principalmente para a produção de gás, fundamental para o funcionamento das usinas termoelétricas, que geram energia para ao parque industrial da Estônia e de outros países bálticos. A indústria química, também baseada no xisto, produz benzina, adesivos, resinas, formaldeídos e detergentes. O país produz também material de construção, têxteis, lã, seda e sapatos.

A agropecuária ocupa um lugar importante na economia, principalmente pela criação de gado bovino e suíno e produção de forragem. A atividade agrícola é limitada pela existência de grandes pedras glaciais, que têm de ser removidas para a agriculturação, e a necessidade de drenagem dos pastos. (Para dados econômicos, ver DATAPÉDIA.)

História

O primeiro registro sobre os estonianos data do século I da era cristã. No século IX, invasores viquingues implantaram a moeda e incentivaram o comércio. Nos séculos XI, XII e XIII, houve incursões dinamarquesas, suecas e russas, sempre repelidas. A partir do século XIII, a Estônia foi cristianizada pelos cavaleiros do Gládio, e depois pelos Cavaleiros Teutônicos.

Em 1561 os suecos derrotaram os russos que haviam capturado parte da Estônia, e também os poloneses e dinamarqueses. Até o século XVII, os suecos defenderam a população rural e reduziram o poder da nobreza alemã. Com a derrota de Carlos XII da Suécia pelo czar Pedro I, em 1709, os territórios bálticos tornaram-se possessão russa, o que foi ratificado pelo Tratado de Nystad (1721). A nobreza alemã recuperou o poder e a população voltou à situação de dependência, miséria e opressão. Em 1811, o czar Alexandre I decretou a abolição da servidão, embora o direito de propriedade continuasse privilégio dos aristocratas alemães.

Essas reformas, somadas ao crescimento da população urbana, à industrialização e à elevação do nível cultural do povo, despertaram a consciência nacional estoniana. Em 1917, a Estônia constituiu-se em estado autônomo, mas com a revolução russa foi ocupada pelos bolchevistas e depois pelos alemães. Em 24 de fevereiro de 1918, o governo proclamou a independência, consagrada no Tratado de Tartu (1920). Na segunda guerra mundial, a Estônia foi reocupada pelos soviéticos e incorporada à União Soviética. Invadida pelos nazistas, em 1941, voltou a integrar a União Soviética em 1944. Em 1991, com a derrocada do regime soviético, a Estônia obteve a independência.

Sociedade e cultura

Subjugados por diferentes povos, ao longo da história, os estonianos conservam poucos traços de sua cultura original, que só sobreviveu no folclore. A língua estoniana incorporou palavras russas, suecas e sobretudo alemãs. Embora cristianizados à força na Idade Média, com o advento da Reforma os estonianos optaram pelo luteranismo.

A vida cultural dos estonianos foi marcada pelo renascimento do nacionalismo finlandês. Inspirado na epopéia popular Kalewala, Friedrich Kreutzwald coletou poesias e narrativas populares e escreveu Kalevipoeg. O principal representante do realismo foi Juhan Liiv, autor de Kümme lugu. Mas o renovador da literatura foi Eduard Vilde, autor de Mäeküla, o leiteiro, e um dos fundadores do movimento Jovem Estônia, a que pertenceram Tammsaare e Suits. Os soviéticos impuseram o realismo socialista, mas finda a hegemonia soviética, o país reiniciou a busca de sua identidade cultural.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

VÍDEO - Revolução Russa

Rússia - Uma visão desde o Principado

Kremlim - Sede do governo da Rússia
Maior país do mundo. Herdeira política da extinta União Soviética, a Rússia é habitada por uma grande diversidade de povos e conta com cerca de 80 etnias diferentes.

Estende-se por parte da Europa e da Ásia e caracteriza-se por invernos longos e rigorosos, sobre os quais se apóiam tanto seu folclore quanto sua fama.

Berço do Comunismo, é uma terra de superlativos: tem o mais extenso rio europeu (o Volga), o maior lago do continente (Ladoga), o maior volume de água interior do mundo (o Mar Cáspio) e o lago de água doce mais profundo do mundo (o Baical).

A passagem do regime comunista para o capitalista foi desastrosa. Desde 1991, a economia russa amarga uma prolongada recessão e queda nos níveis de produção, emprego, consumo e atividade econômica. Esse quadro sócio-econômico vem sendo agravado pelo avanço do crime organizado, que tomou conta de vários setores da sociedade.

HISTÓRIA

A história do país pode ser entendida como uma luta entre duas forças – os asiáticos e os europeus, em busca da supremacia. Desde os tempos antigos, povos e influências do Oriente e do Ocidente modificaram a vida do país.

Primeiros Tempos. Desde cerca de 1000 a.C., os cimérios viviam ao norte do Mar Negro. Após o domínio dos citas (700 a.C. a 200 a.C.), a região caiu sob o poder dos sármatas. Em seguida, reinaram os godos, de 200 d.C até cerca de 370 d.C., e os hunos, até 453 d.C. Finalmente, chegaram à região os ávaros, os cazares, os eslavos e os varegos.

O primeiro Estado russo foi fundado no séc. IX, em Kiev. No séc. X, os príncipes russos passaram a chamar o soberano de Kiev de grande príncipe. Por volta de 988, o grande príncipe Vladimir I, batizado no ramo Ortodoxo Oriental da Igreja Cristã, transformou o cristianismo em religião oficial.

O poder de Kiev começou a diminuir na segunda metade do séc. XI. No séc. XIII, a Rússia foi conquistada pelos mongóis, que destruíram várias cidades. No séc. XIV, no reinado de Iúri, de Moscou, esta cidade tornou-se mais forte e rica. Em 1480, Ivan III, o Grande, conseguiu romper com o domínio mongol.

Em 1547, Ivan IV, o Terrível, adotou o título de czar e estabeleceu pleno poder sobre toda a Rússia. Deu início a um reinado de terror com a prisão e execução de oponentes. Foi também um grande conquistador de terras. Nessa época, a servidão tornou-se a base econômica do poderio russo.

Os Romanov. Após 1598, a Rússia viveu um período de guerra civil, invasão e dificuldades políticas que perdurou até 1613. Depois disso, subiu ao trono Miguel Romanov. Os Romanov governaram a Rússia até 1917. Entre eles citam-se Pedro, o Grande; Catarina II, a Grande; Alexandre I; Nicolau I; Alexandre II e Alexandre III.

Nicolau II tornou-se czar em 1894. Enfrentou o descontentamento entre a crescente classe média e os operários nas cidades, que se organizaram politicamente. Em 1898, os marxistas, defensores da revolução entre o operariado, criaram o Partido Trabalhista Democrata Social Russo, que se dividiu depois em bolcheviques e mencheviques.

Revolução Russa. A insatisfação do povo russo piorou após uma depressão econômica iniciada em 1899 e agravou-se ainda mais depois da derrota na guerra com o Japão, em 1905. Nesse ano, os trabalhadores promoveram greves gerais, e o movimento revolucionário ganhou força.

A inquietação popular aumentou com a participação da Rússia na Primeira Guerra. O povo sofria com a escassez de alimentos, combustível e moradia, pois, durante a guerra, as ferrovias transportavam suprimentos militares e não podiam servir às cidades.

Em março de 1917, a população revoltou-se. A Duma (Parlamento) formou um governo provisório, e Nicolau renunciou ao trono. Um Soviete (Conselho) menchevique foi formado em Petrogrado, e Aleksandr Kerenski tornou-se primeiro-ministro. Este, no entanto, foi acusado pelos insucessos na guerra e perdeu o apoio popular. Lenin, o líder bolchevique, convenceu seus parceiros a tomar o poder. Leon Trotski o ajudou a planejar a ação. Depois de controlar Moscou, os bolcheviques formaram um novo governo, presidido por Lenin. Em seguida, a Rússia retirou-se da Primeira Guerra.

Nova Política Econômica. De 1918 a 1920, o país viu-se dilacerado pela guerra entre comunistas (os vermelhos), e anticomunistas (os brancos), que acabaram derrotados. Depois da guerra civil, a economia russa estava arruinada. Houve novas rebeliões de camponeses, greves de trabalhadores e uma revolta de marinheiros.

Em 1921, Lenin estabeleceu a Nova Política Econômica (NPE) a fim de fortalecer o país. O governo manteve o controle de vários setores da economia, distribuiu terras para os camponeses e colocou operários para administrar as indústrias. A economia, então, se recuperou.

URSS. Em 1922, foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), com quatro repúblicas: Rússia, Bielo-Rússia, Transcaucásia e Ucrânia. Mais tarde, Tadjiquistão, Turcomenistão, Usbequistão, Casaquistão, Quirguistão, Estônia, Letônia, Lituânia e Moldávia tornaram-se repúblicas. A Transcaucásia foi dividida em Azerbaijão, Armênia e Geórgia.

Depois da morte de Lenin, em 1924, Iosif Stalin passou a controlar o Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e o governo. Em 1928, propôs o primeiro plano qüinqüenal, que tinha dois objetivos principais: a coletivização das propriedades rurais e o aumento da produção da indústria pesada. Em 1929, Stalin tornou-se ditador.

No plano externo, o receio de ataques de potências não-comunistas tornou-se a principal preocupação e levou a URSS a firmar muitos acordos militares e políticos com democracias do Ocidente.

O país foi invadido pelo Exército alemão em 1941, durante a Segunda Guerra. Mas os alemães não estavam preparados para o rigoroso inverno soviético. A Batalha de Stalingrado foi um momento decisivo da guerra, e, em 1944, os alemães foram expulsos.

Depois, o Exército Vermelho avançou pela Europa Oriental, libertou muitos países do domínio alemão e penetrou no leste da Alemanha, que se rendeu aos Aliados em 1945. Com o fim da guerra, a URSS despontou como potência, embora estivesse arrasada. Milhões de soviéticos morreram, regiões ficaram destruídas e grande parte da economia ficou arruinada.

Guerra Fria. Depois da guerra, os Aliados dividiram Berlim e o restante da Alemanha em zonas de ocupação. A URSS estabeleceu um Estado comunista em sua zona.

Foram instalados governos comunistas nos países da Europa Oriental que haviam sido ajudados durante a guerra. Em 1948, a URSS não permitiu que seus países satélites recebessem ajuda dos EUA por meio do Plano Marshall. A disputa entre leste e oeste, que recebeu o nome de Guerra Fria, espalhou-se pelo mundo.

A URSS criou o Conselho de Ajuda Mútua Econômica (Comecon) em 1949, a fim de controlar a economia dos países-satélites, e o Pacto de Varsóvia (1955), para estabelecer a unidade militar entre as nações comunistas.

A industrialização prosseguiu com novos planos qüinqüenais. O governo também iniciou uma onda de prisões e execuções políticas. Com a morte de Stalin em 1953, Nikita Kruschev tornou-se chefe do PCUS e, em 1958, primeiro-ministro.

Seu governo permitiu o debate político um pouco mais livre. Em 1956, anunciou uma política de coexistência pacífica – sem guerra, mas com competição nos campos da ciência e do desenvolvimento econômico. A China criticou a política soviética, e uma séria divisão ocorreu entre as duas potências comunistas.

Nesse período, ocorreram algumas crises com os EUA. Elas foram causadas, por exemplo, pela descoberta de planos de espionagem e pela construção do Muro de Berlim (1961). Em 1962, o mundo esteve perto de uma guerra nuclear quando os EUA descobriram que a URSS tinha bases de mísseis em Cuba. A tensão dissipou-se somente depois que a URSS retirou os mísseis.

Algumas políticas de Kruschev não tiveram êxito, como os programas agrícola e industrial. Ele foi muito criticado pelo rompimento com a China e pela retirada dos mísseis de Cuba. Em outubro de 1964, renunciou, sendo substituído por Leonid Brejnev, como chefe do PCUS, e por Aleksis Kossíguin, como primeiro-ministro. Em 1965, Brejnev e Kossíguin reorganizaram a economia.

O país manteve firme controle sobre a maioria dos países do bloco comunista anos de 1960 e 1970. Nesse mesmo período, ocorreram novos atritos com os EUA, com destaque para a Guerra do Vietnã e as guerras no Oriente Médio. Apesar disso, em 1969, as duas nações iniciaram entendimentos sobre o controle de armamentos nucleares.

A influência soviética ampliou-se no Terceiro Mundo, principalmente na África. No plano interno, houve um endurecimento da política com a retomada das perseguições, da repressão e da violência.

A posse de Ronald Reagan como presidente dos EUA, em 1980, reativou a corrida armamentista e a Guerra Fria. Os soviéticos, então, desviaram recursos do setor civil da economia para os projetos militares. O resultado foi uma insatisfação popular ainda maior.

Governo Gorbachev. Em 1985, Mikhail Gorbachev assumiu o poder, lançando uma proposta de mudança radical, baseada em duas palavras: a glasnost (transparência) e a perestroika (reestruturação). A primeira se efetuou no plano político; a segunda, no campo econômico.

Gorbachev promoveu uma abertura política de sucesso. No entanto, as medidas para acabar com a estagnação e a ineficiência na economia, adotando-se algumas práticas do capitalismo, tiveram alcance limitado.

Em 1987, o ex-ministro Boris Yeltsin iniciou uma intensa campanha contra Gorbachev. Vários políticos aliaram-se a ele. Em 1989, foram realizadas as primeiras eleições parlamentares com a participação de candidatos não-comunistas. Os reformistas saíram vencedores, e Yeltsin foi eleito presidente do Soviete Supremo.

Por toda a URSS, vários povos que estavam sob domínio soviético começaram organizar movimentos separatistas, a favor da independência política de seus territórios.

Dissolução da URSS. Em junho de 1990, Yeltsin conseguiu aprovar no Soviete uma declaração que colocou sua autoridade acima da de Gorbachev.

No final de 1991, os governos nacionais das ex-repúblicas já não reconheciam a autoridade do governo central soviético. Yeltsin obrigou Gorbachev a renunciar e a assinar o decreto de dissolução da URSS, que se dividiu em várias repúblicas, a principal delas a Federação Russa. Diante do novo quadro, foi necessário criar uma estrutura que permitisse a transição para uma independência total. Yeltsin convocou as antigas repúblicas a formar a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

Ele iniciou em 1992 um ousado plano de reformas econômicas. Houve um acelerado processo de privatização e abertura para o capital estrangeiro. Empresas foram fechadas e o desemprego começou a crescer, resultando em uma grave crise econômica.

No final de 1992, o Parlamento russo recusou-se a aprovar as medidas de Yeltsin e votou a favor de sua destituição. O presidente convocou o Exército, que bombardeou o prédio do Legislativo, matando centenas de pessoas. Em seguida, o Parlamento foi dissolvido. Em 1993, uma nova Constituição foi elaborada.

No ano seguinte, a Rússia participou de um encontro do então Grupo dos Sete (G-7) e foi aceita como observadora.

Invasão da Chechênia. A crise econômica agravou-se, e o Parlamento fez uma acirrada oposição a Yeltsin, vetando a maioria de seus projetos. Em 1994, o Exército russo iniciou uma intervenção na Chechênia, pequena república do Cáucaso que havia declarado sua independência. Em 1995, Yeltsin ordenou um ataque aéreo à capital, Groznyi, que resultou em milhares de civis mortos. A resistência dos chechenos continuou intensa, e, em 1996, os russos conseguiram assumir o controle da república.

Crise Econômica. Yeltsin foi reeleito em 1996. Na política externa, ele reaproximou a Rússia da China e fechou um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que levou o país a ser aceito como membro efetivo do G-7 (atual G-8) em 1997. No plano interno, os problemas agravaram-se. Os movimentos separatistas continuaram a desafiar Moscou, e algumas repúblicas declararam unilateralmente sua autonomia.

No início de 1998, a crise econômica tornou-se mais grave. Em março, o país pediu ajuda ao FMI, que propôs um austero programa de controle dos gastos públicos, aumento da arrecadação de impostos e corte nos gastos sociais. Os investidores estrangeiros ficaram receosos e começaram a retirar capital do país.

Em agosto, Yeltsin declarou moratória das dívidas externa e interna, o que abalou todo o mercado financeiro internacional, fazendo com que as bolsas de valores despencassem no mundo inteiro. Yeltsin ficou cada vez mais isolado politicamente.

A Rússia passou a viver uma desordem econômica e institucional, tendo de um lado uma minoria de novos ricos, e, de outro, a maioria da população, sofrendo com salários baixos, desemprego e decadência dos serviços públicos. Em 1999, Yeltsin nomeou para o cargo de primeiro-ministro Vladimir Putin.

No mesmo ano, ocorreu a segunda intervenção militar na Chechênia depois que extremistas islâmicos chechenos invadiram aldeias do Daguestão com o propósito de fundar uma república islâmica.

Governo de Putin. No último dia de 1999, Boris Yeltsin renunciou à Presidência em favor de Putin. Em 2000, este venceu as eleições presidenciais. Mikhail Kasyanov foi nomeado primeiro-ministro.

A Rússia ainda vive um período de recessão, com expressivo aumento da corrupção e da criminalidade. Entretanto, começou a dar sinais de recuperação. A redução das importações estimulou a criação de empresas domésticas. O retorno do investimento estrangeiro, o superávit registrado pela balança comercial e o crescimento da economia são outros bons indicadores de que o país voltou a crescer.

Em outubro de 2002, um grupo de chechenos invadiu um teatro em Moscou, fazendo cerca de 700 reféns. Os seqüestradores exigiam o fim da guerra na Chechênia e a retirada das tropas russas da região. Durante o resgate, 90 civis morreram, além dos seqüestradores, e vários foram internados em estado grave.


Hoje Vladimir Putin é Primeiro Ministro.


Fonte: Click Educação